terça-feira, 30 de abril de 2013

Minha amada

Como macho estarei atento
Ao meu amor e também feitiços,
Não há moça, maçã e seus serviços,
Que alterem meu nobre pensamento.

Cada vez mais o meu contentamento,
Contente-se em ti e teus ofícios,
Que recusarei todos os avisos
De viver diferente, neste momento.

Amo-te como amigo e amante,
E aposto o meu amor em ti,
Mesmo que voes sozinha, neste instante.

Quando pousares comigo aí,
Verás que do teu amor, sou importante
E perdidos, faremos amor aqui.



segunda-feira, 29 de abril de 2013

"A pianista do Lobos - a editar


“…O último homem morto, na encruzilhada, agora sim, malvada, foi vista, pela presença do senhor Lobito e pela matilha, inteira, a trocar alimentos no muro; um feito tão cobarde, repugnante e abjecto, realizado por dois homens, conseguiu, longe do planeado, um feito corajoso, íntegro e de justiça, realizado por lobos! Prenderam com a violência das suas patas e, com medo associado ao mau feitio do condutor, o carro nunca mais se mexeu; nem para a frente nem em marcha atrás; foi erguido e tanto empuxão, agora está, estacionado, amassado e defeituoso nesta caverna com os tripulantes….”

 

sexta-feira, 26 de abril de 2013

O Sol...


Ele ainda encontra a sua família e namorada cá fora, a complementar o pôr-do-sol. O tempo começa e ficar mais frio, ele, achou estranho e ficou contente, por isso, reparou que todos estavam estranhamente sublimes neste acto diário, nos dias em que as nuvens não escondem o sol. Antes de chegar perto, primeiro a mãe e a seguir um de cada vez, foi salvo, mas continuaram na mesma posição; só no local é que se apercebeu do efeito – como brilho, sua ausência e brilho - dos raios solares entre os carvalhos, da disparidade entre o sol a fugir e os coriscos rosáceos no céu, com algumas nuvens que até pareciam candelabros. Ele foi a primeiro a comentar:
- Ver o levantar ou pôr-do-sol é sempre lindo; com este efeito é um regalo!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A noite!


Noite, desculpa.

Sei que és bonita: É lindo lá fora.

Lá dentro, lá de noite,

 

Muito diferente sou eu

Em não namorar contigo.

Ir passear contigo,

Amar contigo,

Odiar contigo,

Viver contigo.

 

Estou cansado, tenho sono,

Não quero ficar triste comigo,

Tenho frio.

Quero viver amanhã,

Estar contente amanhã.

 

Um dia destes,

Marco um encontro contigo.

Com a minha noite,

Tenho saudades.

Desculpa noite.

 

terça-feira, 23 de abril de 2013

É uma maravilha lêr

Portugal, ainda!
 “O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de Abril, e organizado pela UNESCO para promover a o prazer da leitura, a publicação de livros e a protecção dos direitos autorais.

O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995.





 A data de 23 de Abril foi escolhida porque nesta data do ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Veja.

Para além disto, nesta data, em outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.”

 

“OS LIVROS SÃO AS SEPULTURAS DOS PENSAMENTOS”

Hoje é o “Dia Mundial do livro e dos direitos de autor”

“A minha mãe é, nos instantes complicados, o único livro de amor usado!”

“Do saber do autor, conquiste retalhos: leia!”

 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

PR, Duarte Lima e companheiras


Cá em Portugal, neste quase rectângulo com 92.391,00 kms2, país onde os maus, os bandidos e ladrões, os medíocres nos governam, neste momento, pediram aos inteligentes para  fugirem. Não foi pelo pedido, mas, muitos partiram. Alguns estão ca! Ainda mais sós, lutam por um país mais justo! É uma vergolha para Portugal o abismo onde o PR nos meteu.

O P. da República manda num governo manco, surdo, mentiroso; é chefe de uma quadrinha de gatunos de gente iletrada, egocêntrica e falsa que fogem do povo que os mantém, com com e medo do ajuste de contas!

Todos os dias a dívida aumenta e impossível de pagar o dinheiro que pediram para eles. Austeridade para os pobres, gente a morrer com a fome e, reparem bem, o governo, parlamenteres, PR, ainda, aumentaram o seu salário!

Eu se que parece mentira, antes fosse…
Nem pensem em julgar o Lima, unha dos dedos deste "presidente"

 

sábado, 20 de abril de 2013

Terror em PORTUGAL!


Trovoada, relâmpagos, copiosa chuva, medo e fome; muita fome!!! As nossas estátuas resignadas e quedas, alheias ao temporal, ao medo e à fome, claro que nem sabem o país, para onde vão ser escoradas. O governo de Portugal, sim, sim, essa enxurro neoliberal, primeiro faz contas de somar, escamotear por 900 ladrões não conseguiram!

Perderam a pagamento ao chefe, ao Aníbal! “Aníbal e os 900 ladrões”. Bom título para um livro, filme de terror, terror e terror apenas para mortos ou quase; qualquer escritor ousado, claro, sem fome e medo, por isso estrangeiro, numa semana tira todas as notas necessárias… 

 

 

   

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Esta Memória!


Algum tempo depois eu olhava para ela e ela olhava para mim. Sim, “tête-a-tête”. Eu que fui lá, tinha alguma declaração, alguma resposta, pergunta, pedido...Uns minutos de silêncio, custa mais é começar a falar esqueci o que pensei antes. Mas:

- Olá Mariinha. Pareceu-me que ela não ouviu.

- Olá Mariinha!. Ah, penso que disse Olá Zé e sorriu. Fiquei contente e ia recuperando a consciência... devagarinho!... Lembrei-me que ela gosta de flores. Esqueci-me... sempre o mesmo! A sua boca de ternura e discernimento, boa conselheira e sem mimos, os seus lábios sedentos que me matou a sede de doçura tantas vezes estava ali, pertinho.

Notei que ela esperava mais notícias e comecei...

-Pois, é assim... desde a última vez que nos vimos assentamos que era necessário afastar alguns hábitos, ou vícios... que se encostam a mim... desculpa!!!...  

A minha tolice, honestidade,  consideração e velho hábitos, ataviaram padres e arquitectos... já veio o crepúsculo, vem a noite..., venho cá outras vezes...

- Exacto, hoje a tarde foi só para nós... sabes eu precisa de te ver!

 Como não tinha as usuais flores, tirei o lenço da mão, beijei-o e de mansinho com as duas mãos pousei-o na sepultura.

 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

O honesto e seus ossos


Acho-me diminuído de encarar vampiros miseráveis decretar a pobreza a milhões. Estou farto da seres sem lei, criar leis para outros; atulhado de sentir batoteiros, bando sem ladrões, triunfar, de banqueiros sem pudor, conscientes em tudo, a chorarem mágoas na televisão, rádio e jornais. Todos os dias vejo pessoas a entregar as suas casas ao banco. Ódio de contemplar as vergonhas como o BPN, BPP, Banif e outros. Devastado de o meu país maltratar seus filhos e abandoná-los à sua sorte, sem emprego. E, afinal estou inquieto de ficar inquieto e tanto queria que esta inquietação fosse colectiva. Ver um Portugal inteiro para os gatunos espertos a marchar sobre o esqueleto das pessoas honestas.   

                                                                                                                                                         

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Os encantos?!!

Que perfume...
Que marcha no salão
As bebedeiras e catarro
Na fuga acumulada
De tanta frustração
Que belo egoísmo,
Senhoras e senhores.

Senhoras e senhores
Procurando ambientes
Há tanto tempo perdidos
Naquele, ou noutro
Baile de salão

Que querem essas mulheres?
Apenas a utopia da noite
Ou, vomitar charme de maldição
À juventude perdida há muito tempo.

Mas...
Já passam sete minutos.
Ela ainda não veio.
Que a luz me guarde, eu tento.
Lua alta e nevoeiro espesso,
Ela ainda não veio, eu espero.
Cada vez mais nevoeiro,
Naqueles pinheiros, na rua, em frente,
Naquele caminho, perto de mim, em mim.
Que ia fazer?
Maldito enleio.
Angústia?! Depressão?! Nervoso?!
Talvez...

Escrevo aqui este nevoeiro, (ou melhor)
Este poema enevoado.
Ela parecia que não vinha,
Mais nevoeiro, Ela vem? Acho que sim!
No entanto... Se ela vier que faço?
Se não vier pior!
Isto é amor?

Não! Não! É uma mulher.
Só uma mulher,
Que comigo dança naquele salão.




quinta-feira, 11 de abril de 2013

Os lobos choram...


Quando o descobre e já sem medo, repara: era um lobo muito bonito. Alguns pêlos brancos e cinzentos, limpinho, que parecia até penteado. Via claramente, a marca da boca ou indício do focinho, o recinto dos olhos, compridos, brilhantes e azuis, muito bem vincado a negro. Odete caminha na sua direcção e fera pára totalmente; ambos – menina e lobo - têm os olhos a brilhar ao olhar um para o outro. Mesmo sem luz, a menina contemplou que os olhos do lobo começam a ser humedecidos de lágrimas, dá meia patada para atrás, ficando em posição entre o sentado e o deitado. Odete assenta uma das suas mãos na parte superior do focinho, entre as orelhas e… o lobo chora! Silêncio absoluto entre os dois, ou três, já que a menina Célia ao longe tentava espreitar. Graúdas lágrimas corriam pelo focinho, e a boca aberta para arquejar!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Políticos de aviário, órfãos de cultura e pensamento


“O número de artigos e notas em blogues que começam com “a decisão do Tribunal Constitucional fez e aconteceu….” representam um sucesso do pensamento único governamental. Na verdade, deviam começar com “a política do governo fez e aconteceu…” Isto, porque a decisão do Tribunal Constitucional é que é a normalidade e a lei, e a política do governo é que é a anormalidade e a ilegalidade. A decisão do Tribunal Constitucional representa uma consequência da política do governo, das escolhas do governo, da incapacidade do governo de encontrar políticas de contenção orçamental que não passem pela violação da lei e pelo afrontamento da Constituição.

 Mais: o caminho seguido pelo governo para o objectivo de cumprimento do memorando da troika é que põe em causa esse cumprimento, porque não teve em conta qualquer preocupação em salvar um quantum da economia nacional, desprezou os efeitos sociais do “ir para além da troika”, não deu importância a qualquer entendimento social e político, vital em momentos de crise. Foi um caminho de pura engenharia social, económica e política, prosseguido com arrogância por uma mistura de técnicos alcandorados à infalibilidade com políticos de aviário, órfãos de cultura e pensamento, permeáveis a que os interesses instalados definissem os limites da sua política. Quiseram servir os poderosos com um imenso complexo de inferioridade social, e mostraram sempre (mostrou-o de novo o primeiro-ministro ontem), um revanchismo agressivo com os mais fracos.

 Pensaram sempre em atacar salários, pensões, reformas, rendimentos individuais e das famílias, serviços públicos para os mais necessitados e nunca em rendas estatais, contratos leoninos, interesses da banca, abusos e cartéis das grandes empresas. Pode-se dizer que fizeram uma escolha entre duas opções, mas a verdade é que nunca houve opção: vieram para fazer o que fizeram, vieram para fazer o que estão a fazer.” ( Pacheco Pereira)

domingo, 7 de abril de 2013

" A Pianista dos Lobos"


- Apreciei bastante o que disse, dona Emília! Vamos, então… enquanto caminhamos e reforçando o que senhora disse há pouco, sobre o sistema social que nos subjuga, ou seja, sobre os donos do mundo: tentam falsificar o nosso entendimento através da televisão, rádios, jornais e, agora, tentam na internet; estimulam os seus lacaios na cultura, adulteram a justiça, não consentem o progresso de pessoas pobres em países pobres, enfim, anseios de uma ignorância; uma ignorância igual à sua! Cada dia mais gente perto dos caos e a terra pertinho do abismo! A ganância dos poderosos no poder, mandam procurar nos polos, principalmente no polo norte, na busca de petróleo devastam árvores, muitos icebergues já derretidos, os mares a aumentar, a temperatura da atmosfera a subir; muito mais a sul que a norte, no equador (o que divide o norte do sul neste no globo), milhares quilómetros quadrados de vários países, vai sendo devastado e pode provocar uma leviandade no ecossistema daquela zona, colocando em risco o ar que respiramos…

“A Pianista do Lobos” a ser editado…

quarta-feira, 3 de abril de 2013

O triângulo?


‒ Ah! O triângulo de pedra com três árvores do Emídio… que afirma ser um triângulo macho…

Agitado, Mário calou-se, imaginou: e este? Tantos triângulos por aí e por acolá e só aquele é macho? E o triângulo, ou triângulos fêmeas? Esta cisma consumia o Mário, calado, olhando o triângulo fixado na parede. O Três que, na Cabala, só, antes de qualquer princípio, está presente em toda a parte. Aonde está o outro triângulo?

Claro que o triângulo é o polígono mais importante que existe. Quem se lembra daquela boca feminina criada com êxito? É necessário zelar pelos quadros (a menina dos nossos olhos) e pelos triângulos das quadras! Todo o triângulo tem vértices, lados, ângulos, alturas, medianas e bissectrizes. Quanto aos números de lados temos o triângulo equilátero, isóscele e escaleno. Quanto às medidas dos ângulos existe o triângulo acutângulo, obtusângulo e rectângulo e até o raso… o triângulo das quadras tem muito mais divisões...

Nas forças que regem o universo, em linguagem geométrica, teremos estes triângulos: mundo de acção (Kether, Binah, Hokmah), mundo da criação (Geyurah, Chesed, Tiphereth e mundo da formação (Hod, Netzeh, Yesod). A geometria ainda não entendeu a forma de tais triângulos, quanto aos lados e/ou ângulos. Talvez aquele triângulo: PAI, FILHO e ESPIRITO SANTO, perceba porque a Terra ainda gira...

Há mais ou menos três mil anos a.C., a deusa Ísis disse: “Eu concebi, carreguei e dei à luz toda a vida. Depois de lhe dar todo o meu amor dei-lhe também meu amado Osíris, senhor da vegetação, deus dos cereais, para ser ceifado e nascer outra vez. Cuidei de ti na doença; fiz as tuas roupas e observei os teus primeiros passos. Estive contigo, até mesmo no final, segurando a tua mão para guiá-la para a imortalidade! Tu para mim és tudo e para ti eu fui tudo. Eu sou a tua Grande-Mãe, Ísis.” Contra o seu irmão Set, criou o triângulo do Amor: Ísis, Osíris e Hórus. Foi idolatrada no Egipto, no Império Romano, Grécia e Alemanha e a lenda e os seus ensinamentos continuam em todo o mundo. Mais perto no tempo, no século passado (século XX), temos  o triângulo Sexo, Drogas e Rock n’ Roll.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Um lar para Amélia


Amélia encostou a cabeça no ombro do Mário e continuou:

‒ Ó Mário… nunca foi tão feliz! Contigo, estou bem na aldeia, na cidade, na montanha ou no deserto! Eu prefiro a aldeia; a tua aldeia! O senhor, meu amante, permite que faça parte da sua família? A tua avó entende que depende de ti!

‒ Claro que sim! Sem afecto familiar o que se aprendeu na escola, no liceu ou faculdades – tanto estudo – pode servir para confusões ou ilusões! Se quiseres, como disse a avó, num dia só, – por exemplo hoje – arranjo-te uma família! Penso que o teu lugar é este, comigo, Lia!

Portugal é dos partidos políticos

(...) - Tem razão! O regime partidário, em Portugal, está descolorido, podres e com bandidos. Os actuais partidos têm privilégios que são um escândalo perante as dificuldades do país, dos cidadãos e das empresas. Entre esses privilégios, figura o de repartirem entre si dezenas e dezenas de milhões de euros diários, mensais e anuais provenientes do erário público. Por isso, quantos mais partidos houver, parecido com os actuais, maior será o risco de diminuir a fatia que agora cabe a cada um e, muito pior para nós, mais um bando de salteadores a assaltar com trabalha, realmente, em Portugal. (...)


domingo, 31 de março de 2013

O encanto de Amélia - deste livro

(...) ‒ Minhas queridas, Amélia e Joana: antes de mais, entre amigos, por amizade, por actos de dedicação, não há culpados. Todos nós, humanos, erramos! A ideia foi tua, ou vossa, com a unanimidade das pessoas presente nesta sala. Minha querida Amélia e minha querida Joana, são imunes de eventuais erros, de acontecimentos até aqui nunca usados! Nós, as mais velhas, sabemos que tudo quanto disseste e é bem verdade. Parabéns pela argúcia e começa a notar-se rasgo e vontade de conquistar a felicidade, Amélia; lisonjeamos o teu carácter de mulher, em tão pouco tempo garantido. Quanto à Joana, a sua mãe aqui ao meu lado, na mesa, saberá melhor do que eu o que dizer.(...)
pag. 187 de "O Tesouro do Mar de Mansores"

sábado, 30 de março de 2013


(…)

‒ Sabem – lamentou-se Maria de Fátima – em pensamento existem sensações divergentes, passa essa agitação, mas não permanece ninguém à nossa espera; nem que seja para discutir. Em Lisboa a masculinidade vai-se afastando! A humanidade, de que fazemos parte, criou esta realidade no mundo da nossa existência; este empobrecimento é muito mais urbano do que campesino. Por isso estamos cá um mês por ano, na vila de Arouca.

(…)

quinta-feira, 28 de março de 2013

Andanças...


Mudam-se os anos, mudam-se os meses do ano,

Muda-se a vida, muda a sorte,

Muda-se a vontade e o engano,

Muda-se esta vida para a morte!

Nas mudanças tempestuosas

Também se muda a tempestade em bonança.

Nascem crianças, florescem rosas,

Murcham rosas, vivem jovens na esperança,

De ver num ano, num mês, num dia, numa hora,

A hora de trocar o destino,

Que apesar de tanta demora...

 

Sim! Sou eu que não atino!

No meu mundo de ventura,

Os olhos de felicidade

Espreitam com receio

O andar da minha idade;

Enquanto o sol que todos os dias raiava,

E a noite que todos os dias o matava,

Pintando de escuro o claro,

Ia-me fazendo já prever que a estrada

Por onde eu guio esta vida,

Não é recta, nem plana,

Tem curvas e mais curvas,

Tem subidas e descidas,

Sem orientação e sem norte,

Tem altos e baixos... e,

Às vezes, tão baixos...

Que por um momento

Digo: maldita a minha sorte!

terça-feira, 26 de março de 2013


Devorados os pequenos-almoços no centro de Arouca, por isso, de doces saciados, regressámos a casa. No regresso, passamos por um senhor que dirigia um carro de bois carregado de toros de pinho, na subida de Mansores, pela estrada nacional 326, de terceira categoria.

‒ Zitinho, pergunta ao senhor onde fica o mar de Mansores.

‒ Ele sabe?

‒ Sabe, ele é daqui!

Rápido, paro o carro. Ele, ainda mais rápido, sai, arranja o casaco e pergunta:

‒ Ó Senhor, se faz favor, informa-me onde fica o mar de Mansores?

O homem não responde! Corre com a vara de aguilhão levantada, obrigando o rapaz também a correr para fugir. O Zitinho, muito mais novo que o guia dos bois, é mais rápido e foge para o seu lugar no 2 CV. Abre a porta e diz-me:

‒ Arranca!

Como o carro estava ligado, arrancamos os dois no 2 CV! Já perceberam que não era um cavalo de cada um; um cavalo para mim e outro cavalo para o Zitinho. Não! Vínhamos no nosso carro de dois cavalos de potência e tudo! O nosso 2 CV era um veículo motorizado com lugar para quatro pessoas!  

‒ Zé, mete a segunda!

‒ É a subir, não posso…

Íamos os dois a balancear o corpo tentando ajudar o vigor do carro. O Zitinho diz:

‒ Ainda bem que o homem já não corre…

voltas sem destino


Do amor e retalhos da vida

Muitas ideias guardei.

Agora já sei:

Como o destino quis adiar

O grande amor da minha vida!

 

Havia uma pétala

Que voava, voava,

Perto de mim...

Tão linda, tão linda,

A mais linda do jardim…

 

Só agora é o meu amor

Mais linda ainda!

Com tal amor, mudei

A velha forma de amar!

Por isso estou contente;

Não quero do mundo mais nada

Do que o nosso amor presente.

Presente, agora e sempre,

Desmedidamente!

 

Amar, amar o nosso amor,

Amar mais gente também.

Pôr a pétala na sua flor,

Como o destino acha bem.

Então:

O nosso destino se realizou,

Com truques e reviravoltas.

O nosso amor faz-se

Oleado nessas voltas;

Nestas voltas sem destino,

Como o destino nos ensinou!

 

segunda-feira, 25 de março de 2013

Agora no CHIPRE !!!


A única coisa que este plano de resgate conseguiu foi agravar a actual situação - em Chipre, em toda a periferia e, inevitavelmente, na própria zona euro - e garantir que o 'doente' morrerá do 'tratamento'. De loucura em loucura, a zona euro aproxima-se cada vez mais da implosão. Implosão social, implosão económica e, sim, implosão financeira. Aconteça o que acontecer, sabemos uma coisa: não será bonito.

(De “Ladrões de Bicicletas”)

Viva a ALDEIA!


(…)Fora de portas, sempre a mesma companhia, a irmã! Ela e outros médicos para uma gripe receitam um xarope, líquidos e cama. Para tal doença a gente aldeã tem a receita no bolso: avinha-te, abafe-te e abife-te! Ambas estão correctas e é necessário analisar a forma de combinar os dois conhecimentos! Nunca passou um dia como este. Na aldeia a vida não é monótona como na cidade. Apesar da distância entre as casas, as pessoas conhecessem-se e é mais simples arranjar amigos.(…)

Do “Tesouro do Mar de Mansores” de José Santos, este vosso amigo.

domingo, 24 de março de 2013

O aspecto de uma Maria


Carla Maria tinha uma aparência requintada: vestido prateado com rosas coradas ventiladas nos ramos flexíveis, com tantas cores diferentes, com mais ou menos luz; cinto vermelho, pernas torneadas a notar-se até ao cimo; seios fartos e espevitados, rasando a idade juvenil; sobrancelhas delgadas e proeminentes, pretas, assim como o cabelo crescido, cortado dois centímetro acima dos olhos, atado perto do pescoço e inclinado sobre o ombro esquerdo, aquecendo o seu coração entre ambas as mamas,  e findando na cinta, preso com um laço vermelho que anunciava o umbigo. Tinha os lábios grandes e rosados, o nariz delicado e pouco comprido, os olhos grandes com pupilas pretas e enormes pestanas. Tinha uma beleza inata.

Esta Maria, terminou o curso de belas-artes, e ajudou o Mário no atelier, várias vezes, como modelo. Modelo aqui, modelo acolá, primeiro na cidade do Porto e depois em Lisboa voou longe. Em diálogo com o Emídio, começou novamente a pintar e andava contente com semelhante projecto. Pouco falou e pouco foram as palavras para si. O facto de viver numa casa na quinta do Emídio era um assunto interno. Sabia, perfeitamente, que tantos olhares de frente ou de viés seriam por ser desconhecida; ali apenas conhecia o primo e o Mário, mas não faria o mesmo, não olhava de soslaio para ninhuém… confiava!

sábado, 23 de março de 2013

Amélia...


As antigas mulheres deduziram sobre Amélia: Espalha sexo na atitude de submissão e acato pelos confrades. Não suporta fraseado vazio e tem opiniões próprias a serem ditas na hora que considera certa com aquela voz amena, que sobe e desce segundo o impulso das suas convicções. Toda a gente percebeu a sua ambição de pertencer ao Mário e à sua família. Sem a família do Mário seria outra Amélia ali presente; sem a firmeza do amor e presença do Mário não estaria tão bonita e sensual! Em dois dias apanhou a essência da educação. Havia muito a aprender; as expectativas do seu destino eram elevadas, merecidas pela sua linha genética, pelos seus antecessores, mormente a sua avó. Caminhava num fio estreito, cuja rede era constituída por três pessoas que estava naquela sala. Através de todas as opiniões que exteriorizava e ensaiava, ia parecendo um membro do grupo; por isso o seu cuidado especial em expor, aceitar ou adicionar as suas ideias com as deles. Bom… tais tarefas são fáceis para as mulheres. 

sexta-feira, 22 de março de 2013

A minha única carta de amor


Esta simples carta reflecte aquilo que respira todos os meus sentimentos. É a primeira carta que te escrevo! Devia tê-la escrito antes? Devia sim, Liazinha minha, mas nunca seria esta, nem parecida! Nem sempre fomos nós a actuar sobre a realidade! A realidade confusa em idades pouco mais que púbere adiou para mais tarde, e, assim, anexou duas metades de um corpo só! Esta é a primeira carta de amor que eu escrevo. Penso e espero que seja a primeira carta de amor que recebes…

Esta carta de amor tardia pretende ser convincente e ampliar – se possível for, a energia do afecto, das meiguices e do erotismo, guias do nosso amor! O insubstituível nunca se esquece quando o interesse da memória se remova com a vinda de um grande amor que nos completa. Completamente reconciliado, eis aqui o teu amado, querida Amélia! Não sou o teu Kandinsky que te admirava caladinho, olhando-te de esguelha, no parlatório, com as trajadas de puras, que se diziam tuas amigas. Não és mais a minha Monja da Rosas da faculdade, local interdito a um jovem opinioso, e eu, de puras, prezava apenas as putas e suas candidatas!

Os vícios que nos eram pregados foram arruinados na última meia dúzia de anos. Enquanto todas as alunas tinham a tua inocência, lisura e beleza para se expor, tentei que tu – a menina mais bela da turma e da universidade – me olhasses de frente e que falássemos apenas os dóis, sem a cambada das tuas colegas a utilizar-se e mamar da tua beldade, com ciúmes da tua perfeição. Ensaiei várias vezes chegar-me a ti e foste sempre a minha preferida, cara Amélia. Várias raparigas juntas em volta de apenas uma cristalina – como tu – são um abismo param um rapaz ou homem!

Ah! Nessas situações, como é bom convivermos apenas com os rapazes, falar de amor, de beleza e tomar um copo de vinho tinto, Amélia!

Sempre que as mulheres, a beleza ou o amor eram tema de conversa, lembrava-me sempre em ti e detestava as nossas colegas de aulas; sabia que havia de chegar a nossa hora. Muito tarde, mas finalmente chegou…

Todos os homens odiavam o teu trabalho… tanta falsidade! Uma verdade não deve ser revelada, se ninguém a acredita! As mentiras das gajas que te rodeavam todos os dias se transformavam em verdades. Estávamos destinados a namorar fora daquelas malditas paredes!

Como sabes, querida Amélia, fui muito maltratado durante os dois anos que faltavam; os dois anos em que mais trabalhei para exposições e encomendas, os anos da minha ascendência no mundo artístico! Os nossos colegas de curso, os tais das melhores avaliações, não inventavam e siguiam ao milímetro as explicações dadas, por exemplo, no alto do quadro, amarelo ou azul; do lado esquerdo, muito claro ou mesmo branco; no lado direito, encarnado ou violeta; em baixo da pintura, verde ao castanho, sem criação própria, beleza e fantasia que vão mais longe… É necessário amor pela andamento da pintura de uma tela:

 

A pintura,

Feita com tanto labor,

Com amor, suor e arte

Da vida do seu autor,

Leva no valor uma parte!

 

problemas, do que tê-los sem os discutir e, às vezes, devido a isso mesmo. Como já adivinhavas, vamos falar sobre a nossa actividad
Sem parte do nosso tempo de vida não há obra feita. Se não queremos fingir, é um bocado de nós, de nós próprios, que desaparece em qualquer tela que pintamos.

Em qualquer faculdade de belas artes se aprende a “ler” um quadro, como nos ensinaram, prezada Amélia. No lugar de criar autores, criadores e artistas de arte; foram ensinados aos “melhores” alunos perspectivas para decifrar uma pintura!

Uma obra de arte, pintura, arquitectura ou escultura tem sempre a marca do autor ou autores. Tal criador compreende a sociedade nos seus lados elementares. Um artista tem sempre a ideia da obra que pretende compor; combater o estado da sociedade; tentar solucionar alguns aspectos, como o analfabetismo crescente e os alfabéticos marginalizados de muitas autoridades. Não deve matutar que este mundo é perfeito! Não pensar apenas em si e fazer da arte profissão, andar de moda em moda, a ganhar bastante dinheiro, enquanto a realidade piora!

Se és Escorpião de signo, como sabes, eu sou Touro: fomos feitos um para o outro; tanto no amor como na arte, minha beleza! Com vontade dos dois, estará um estilo à nossa espera? Pensa nisto, minha querida! Tudo que eu te proponho é sempre para o teu bem, ou melhor, para nosso bem – e é conveniente conversar sobre eventuais e como artistas plásticos em torno desta proposta. O dinamismo teórico não serve para nada sem acções materiais. Por isso, meu amor, vamos  trabalhar… Esta é a primeira carta de amor que escrevo! Não é uma vulgar carta de amor; é a carta de amor ao meu amor presente, pensado no passado, sentido aqui e imaginado para o futuro.


Ah, a Alice! A Alice foi durante este Verão a garota com pude dar e receber afectos e satisfação! Tens que reparar que a inconstância do amor do homem é o contrário da mulher; enquanto o homem, heterossexual, é facilmente excitado por qualquer linda mulher sem deixar de amar a sua namorada, mulher ou amante,  as mulheres funcionam de forma diferente, como sabes. Naturalmente um homem pode querer outra mulher ser querer mudar de fêmea e, naturalmente, quando a mulher muda de macho é sinal que não ama, ou mesmo odeia, o seu companheiro. Uma transa do homem como uma nova amada fortalece o amor entre o casal; uma mulher, ao galgar com um intruso, naturalmente, assassina o amor do casal. Uma mulher capaz de tal acção – ao contrário do homem – troca de marido ou companheiro. Se alguém te dizer que ando com outra mulher, das duas uma: provavelmente é mentira ou então é um imprevisto impulso masculino que reforça mais o meu amor por ti!
Ao pensar nas palavras que escrevo sobre ti, lembro-me da raridade do longo e alvoroçado amor e até da sua quietude; na forma como me quisestes dantes, da forma como me quereres agora, lembro-me do teu corpo e desejo-te… Hasta luego, hermosa muchacha...

quarta-feira, 20 de março de 2013

Neoliberalismo de uma espécio de governo - a história


Embora o termo tenha sido cunhado em 1938 pelo sociólogo e economista alemão Alexander Rüstow, o Neoliberalismo  só ganharia efectiva aplicabilidade e reconhecimento na segunda metade do século XX, especialmente a partir da década de 1980.O Neoliberalismo ganharia força e visibilidade com o Consenso de Washington, em 1989. Na ocasião, a líder do Reino Unido, Margareth Thatcher, e o presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, propuseram os procedimentos do Neoliberalismo para todos os países, destacando que os investimentos nas áreas sociais deveriam ser direccionados para as empresas. Esta prática, segundo eles, seria fundamental para movimentar a economia e, consequentemente, gerar melhores empregos e melhores salários. Houve ainda uma série de recomendações especialmente dedicadas aos países pobres, as quais reuniam: a redução de gastos governamentais, a diminuição dos impostos, a abertura económica para importações, a livre entrada do capital estrangeiro, privatização e desregulamentação da economia.

 

O objectivo do Consenso de Washington foi, em certa medida, alcançado com sucesso, pois vários países adoptaram as proposições feitas. Só que muitos países não tinham condições de arcar com algumas delas, o que gerou uma grande demanda de empréstimos ao Fundo Monetário Internacional (FMI). Logo, criava-se todo um sistema de privilégios para os países desenvolvidos, pois as medidas neoliberais eram implementadas sob o monitorização do FMI e toda essa abertura económica favorecia claramente aos países ricos, capazes de comprar as empresas estatais e de investir dinheiro em outros mercados. Por outro lado, o argumento de defesa do Neoliberalismo diz que a abertura económica é benéfica porque força à modernização das empresas. Entretanto, é preciso lembrar que muitas dessas empresas não tinham condições de se modernizar com tamanha rapidez e com tanto investimento, o que resultou em muitos empréstimos, incapacidade de pagamento, dívidas em crescimento, falência e, por sim, desemprego.

Do blogue: “A Espuma das Palavras”

terça-feira, 19 de março de 2013

O natural é óptimo!


Da beleza da natureza ninguém se pode queixar. Se alguém hesita nesta inexplicável força que nos rodeia, ou é inconsciente ou anda muito alheado da vida! Desta interligação de uma simples arbusto até à molécula de uma rosa pouco bravia, apesar dos graciosos bicos do ramo que a sustenta; da energia pura e daquele natural som ou silêncio de uma borboleta, de uma abelha; do rasar de árvores ou da queda de uma pinha. É evidente que tais sentimentos só vivem e dão fruto naquelas pessoas que sentem o amor natural pela da natureza. A natureza, ainda mais bela, intacta e pura, é no “mar” de Mansores, serra da Freita e olhar os tesouros no centro de Arouca.

In “O Tesouro do Mar de Mansores” de José Santos

Bonito viver...


Contente, Zé Carlos disse:

‒ O mundo em que vivemos é o mundo da realidade! Há aspectos que no agradam ou não; geralmente avaliamos aquilo que conhecemos! As lindas, gostosas e compadecidas palavras que, logo, ou mais tarde, se transformam no seu contrário, enganando os seus subordinados! É cobardia ver, ouvir, ler, compreender e ficar calado! Enquanto os que vivem em bairros de lata, ou paredes sem lata, tiverem que sustentar os seus dirigentes, que moram em palácios, as relações dos seres humanos serão iguais apenas ao nascer e morrer. Será necessário inventar outros divertimentos, para o tempo presente e futuro próximo.

In “O Tesouro do Mar de Mansores” de José Santos

segunda-feira, 18 de março de 2013

Não, não querem aprender...


Há oitenta anos, por estes dias, a primeira semana de Março de 1933 acabou numa sexta-feira, dia 3, e com ela um velho mundo estava a ruir nos Estados Unidos da América.

Os bancos do estado do Michigan estavam fechados, e muitos falidos, há três semanas. Os de Maryland fecharam pouco depois. Na primeira manhã do mês foram os do Kentucky e do Tennessee; à noite já tinham fechado os da Califórnia, Luisiana, Alabama e Oklahoma.

Três dias depois estavam encerrados os bancos de 38 dos 48 estados dos EUA; os depositantes não tinham acesso às contas, os patrões não tinham como pagar os salários, os clientes não tinham como pagar as compras, as lojas estavam vazias.

No dia seguinte, sábado dia 4, cujo 80.º aniversário foi há uma semana, foi empossado o novo presidente dos EUA, Franklin Delano Roosevelt. O seu discurso inaugural é muitas vezes citado por dizer que “só temos a temer o próprio medo”.

Mas há um momento melhor: “não fomos atingidos por uma praga de gafanhotos”, diz Roosevelt, desprezando que se pudesse explicar o cataclismo financeiro como uma inevitabilidade, uma fatalidade, uma calamidade à qual só havia que vergar a cabeça e aceitar as consequências.

 a retalho e de investimentos, e que se não tivesse sido desfeita no fim do século XX talvez nos tivesse poupado à magnitude da presente crise.

A 12 de Março  fará amanhã anos, Roosevelt falou pela rádio e explicou aos americanos que passos tinham sido dados para fiscalizar e reformar os bancos, mas foi claro ao dizer que só se saberia o resultado quando houvesse mais gente a depositar dinheiro do que a correr aos saques. Os dados estavam lançados, e Roosevelt foi deitar-se.

No dia seguinte havia que acabar com a Lei Seca.

E no dia depois desse havia que começar a dar trabalho a milhões de desempregados, de pedreiros a artistas. Em poucos meses foram plantadas mil milhões de árvores, reparados milhares de quilómetros de estradas, pintados murais em centenas de estações de correios (por serem edifícios federais), etc. O que fosse necessário fazer era feito.
O que aconteceu, explicou ele, foi que “os mandantes das transacções de bens humanos fracassaram pela sua teimosia e a sua incompetência”. A crise era um falhanço humano; onde falham uns humanos outros podem acertar.

Roosevelt recolheu aos aposentos, e nessa mesma noite deu ao seu Secretário do Tesouro cinco dias para preparar uma “lei bancária de emergência”.

Na tarde seguinte, domingo dia 5, emitiu dois decretos: o primeiro convocando o Congresso para uma sessão especial dali a quatro dias; o segundo declarando um “feriado bancário nacional” durante o qual se fiscalizariam as instituições financeiras para separar as ilíquidas das insolventes. No dia 9, quinta-feira, ainda os congressistas novos não tinham encontrado os lugares no hemiciclo nem o Secretário do Tesouro tido tempo de fazer as cópias da sua proposta de lei, o documento foi lido em voz alta e aprovado. Foi o início de uma reforma bancária que sobreviveu quase setenta anos, com a separação entre banca
Há exactos oitenta anos, o New Deal de Roosevelt foi uma das grandes vitórias da política — do governo do povo, pelo povo e para o povo — sobre as supostas fatalidades da economia, e de caminho evitando os horrores do fascismo. Aprendam que não é tarde.” - Rui Tavares

sábado, 16 de março de 2013

O melhor destino, para quem gosta de caminhar


‒ Aqui – disse Amélia – é a terra das rochas invulgares!

‒ Talvez… ‒ pondera o homem de Arouca ‒ no nosso concelho, há as pedras parideiras, que os geólogos já conseguem explicar. Pedras parecidas com este triângulo não existem, ou não são conhecidas pelas entidades competentes. Olha, aqui, este manual:

“O Geopark Arouca, correspondendo à área administrativa do Concelho de Arouca, é reconhecido pelo seu excepcional Património Geológico de relevância internacional, com particular destaque para as Trilobites gigantes de Canelas, para as Pedras Parideiras da Castanheira e para os Icnofósseis do Vale do Paiva.

O valioso e singular Património Geológico inventariado, cobrindo um total de 41 geossítios, constitui a base do projecto Geoparque Arouca, aliados a uma estratégia de desenvolvimento territorial que assegurará a sua protecção, dinamização e uso. Em simultâneo e em complementaridade, associam-se outros importantes valores como os arqueológicos, ecológicos, históricos, desportivos e/ou culturais e ainda a promoção da etnografia, artesanato e gastronomia da região, tendo em vista a atracção de um turismo de elevada qualidade baseado nos valores da Natureza e da Cultura.

Muitos destes sítios de interesse encontram-se integrados na intensa Rede de Percursos Pedestres, num total de 13, numa perspectiva de valorização e divulgação e promoção deste inestimável património.”

 

prática partidária, em Portugal!


O regime e prática partidária, em Portugal, estão descoloridos, podres e com bandidos. Os actuais partidos têm privilégios que são um escândalo perante as dificuldades do país, dos cidadãos e das empresas. Entre esses privilégios figura o de repartirem entre si dezenas e dezenas de milhões de euros anuais provenientes do erário público. Por isso, quantos mais partidos houver maior será o risco de diminuir a fatia que agora cabe a cada um.

Há segredos entre deputados que não convêm partilhar, visto que aquilo a imprensa, na ânsia de mais vendas, espalha! Hoje sabe-se:

1 - O maior roubo de um governo a um Banco de - 1985 a 95 - foi com os mesmos cinco partidos no parlamento;

2 – O director do Banco de Portugal foi, antes, secretário-geral de outro partido, sabia de tudo, calou-se com a sua recompensa;

3 – Foram comprados submarinos a preço de ouro; o país vendedor julgou este estratagema, aqui não;

4 – O partido político de tanto falar em trabalhadores, propôs que os juízes jubilados, ao contrário de outros trabalhadores – este são reformados – não perdessem o subsídio de férias e 14º mês de pensão e

5 – Aquele escalado de uma deputada, se diz da extrema-esquerda, ao usar o carro e condutor parlamentares, para uso numa festa, costeada pelo dinheiro dos contribuintes.

As pessoas honestas, que quase todos os partidos têm, cada vez menos, perdoar-me-ão.   

Por outro lado, a participação política constitui hoje, em Portugal, um monopólio partidário. E, se cada vez for mais difícil constituir partidos políticos, cada vez mais os cidadãos se afastarão da desejável participação na vida política, com todas as consequências que isso terá para o enfraquecimento e desprestígio das instituições democráticas. Servi-me das palavras de António Marinho e Pinto, sobre o facto de TC não autorizar outro partido politico - O Movimento de Alternativa Socialista (MAS).