Ao Abril que Novembro matou, procurei novos amores!!! Prova isso a Esperança que voltou...
sábado, 1 de junho de 2013
segunda-feira, 27 de maio de 2013
a Natureza
A única
coisa perfeita que existe é a Natureza; a única coisa verdadeiramente
harmoniosa é a forma como a Natureza ordenou as coisas e os seres; a única
coisa verdadeiramente bela é a Ordem com que a Natureza se rege. Ao contemplar
a Natureza, fico sempre deslumbrado, inebriado, e nunca me canso de exaltar a
sua beleza, a sua harmonia, a sua perfeição. Por isso respeito religiosamente a
Ordem por que se rege o mundo natural.
Não se trata
de uma ordem fixada por uma qualquer divindade ou demiurgo, mas sim de uma
ordenação que resulta da evolução da matéria ao longo de milhares de milhões de
anos. Sim, essa matéria de que é feito tudo o que existe, incluindo os próprios
seres humanos. Nessa Ordem tudo está meticulosamente organizado e nada foi
deixado ao acaso. No mundo natural faz-se tudo o que é necessário fazer e nada
se improvisa. A sua harmonia deve-se afinal a um sentido, a uma estratégia, que
preside a esse movimento evolutivo. Na terra, como no universo, a evolução da
matéria faz-se sempre no sentido da perfeição (complexidade). A matéria evolui
sempre para níveis cada vez mais complexos de organização. A vida, tal como
existe neste minúsculo ponto perdido nas imensidões cósmicas, é, desde as
primeiras moléculas de aminoácidos até hoje, o resultado dessa evolução, ou
melhor, corresponde a uma fase dessa evolução. O ser humano é a expressão mais
avançada (complexa) de organização da matéria. O grau mais complexo (perfeito)
de organização da matéria que se conhece em todo o Universo está no cérebro
humano. Em nenhum outro ponto do cosmos a matéria atingiu - que se saiba - um
nível tão perfeito, tão harmonioso, tão complexo de organização como na cabeça
do ser humano.
No mundo
natural, a evolução dos seres vivos faz-se de acordo com estratégias
específicas de sobrevivência, visando a continuação das espécies através da
reprodução dos seus espécimes. As regras terríveis da seleção natural existem
para, eliminando os espécimes mais fracos, fortalecer cada espécie. Como
demonstrou Charles Darwin, a vida é a luta pela vida. A sobrevivência de cada
ser vivo, como de cada espécie, impõe métodos que, por vezes, nos
impressionavam pela sua aparente crueldade.
O
astrofísico Hubert Reeves escreveu, em "Um pouco mais de azul" (livro
cujo título homenageia Mário de Sá Carneiro), um texto maravilhoso que cito de
memória: uma mulher belíssima está deitada na cama com o corpo nu envolvido
parcialmente por lençóis de cetim branco. A janela meio aberta deixa entrar uma
brisa ligeira que agita levemente as cortinas. A um canto, um disco esquecido
solta os acordes maravilhosos de uma sinfonia de Mozart. Uma luz difusa inunda
suavemente todo aquele ambiente de paz e de tranquilidade. O rosto da mulher é
a imagem do amor e da felicidade. Porém, dentro dela, no interior do seu corpo,
alheios a tudo isso, mais de 200 milhões de seres lutam desesperadamente pela
sobrevivência que só um poderá alcançar. Ela acabara de fazer amor.
Como diz
Reeves, a vida implica todos os níveis do real e, por isso, é que o momento
mais belo na vida de qualquer ser humano é aquele em que ele é retirado todo
sujo da vagina ensanguentada de uma mulher ou então arrancado da sua barriga
esventrada por uma cesariana e é exibido triunfantemente à mãe que o pariu. E
esse momento é belo porque é nesse instante que aquele monstrinho sujo,
enrugado, roxo e disforme passa de feto a pessoa, ou seja, adquire
personalidade jurídica e torna-se sujeito de direitos e de deveres ou, se quisermos,
passa a ser um centro autónomo de imputações. É assim que nasce um ser humano.
E esse momento é belo também porque a mulher que berrava de dores passa a
rir-se de alegria e beija pela primeira vez esse filho (em outras espécies
animais, as mães são ainda mais autênticas pois lambem demoradamente os
recém-nascidos). Esse momento é belo, sobretudo, porque é o instante em que as
dores da vida se metamorfoseiam na felicidade apoteótica da maternidade e da
paternidade.
Opinião de A.
Marinho e Pinto no J.N.)
sexta-feira, 24 de maio de 2013
necessário trabalhar
Tantos acontecimentos de passaram. Deixemos a atitude dos
mandões da terra, os gananciosos em destruir a terra, quem trabalha entregar
mais de metade do seu pequeno salário ao grande capital e colossais de impostos
das migalhas do que sobra, já que estes factos cruciais, não ajudam – neste momento
– nem o autor, nem o leitor.
domingo, 19 de maio de 2013
A "nossa" Europa
Neste século, particularmente, há mais gente a morrer que a
nascer, muita gente já teme o futuro dos filhos, nem pensar em criar outros. Em
cada dia que passa as dificuldades ampliam os carentes, colocam na rua mais
carentes; tanta gente sem olhar a lua, como muita sorte trabalhava, os
desempregados a aumentar apressadamente para um abismo que a ganância dos
iletrados no poder, sem conhecer a sociedade que eles próprios herdaram,
colocou.
segunda-feira, 13 de maio de 2013
em Ladrões de bicicletas
"Realmente, todos têm de fazer sacrifícios, em especial esse
génio da gestão global que se chama António Mexia: os presidentes executivos do
PSI-20 receberam em 2012 mais de 15 milhões de euros, um aumento de 6% face ao
ano anterior (mais 4,9%, em média, para os membros de 19 comissões executivas
do PSI-20). Quando também sabemos que as remunerações médias dos trabalhadores
portugueses caíram, entre reduções salariais e perdas de emprego, 7,2%,
enquanto que os rendimentos dos activos registaram um comportamento quase
simétrico, confirma-se o que dizia o grande economista John Kenneth Galbraith:
“Para muitos, e em especial para os que têm voz política, dinheiro e
influência, uma depressão ou uma recessão está longe de ser penosa. Ninguém
pode confessar isto abertamente; em certas coisas há que discreto, mesmo do que
revelamos de nós próprios”. Confirmam-se também outras ideias de Galbraith:
atrás da fraude do “mercado livre” esconde-se a realidade da grande empresa
capitalista e das suas estruturas de poder; estas estruturas, em especial
quando estão associadas à fraqueza dos freios estatais e dos contrapesos
sindicais, explicam os rendimentos de quem está no topo da cadeia alimentar e
não um suposto mérito que, vá lá perceber-se porquê, costuma ser confundido com
os montantes arrecadados."
sábado, 11 de maio de 2013
ALERTA CAMARADA
Meu camarada portugues: vamos empregar palavras simples! A
grande maioria do nosso povo está contra o governo, o governo está a roubar-nos sempre! P P Coelho P Portas, V
Gaspar, são as figuras que dão as betas para nos anunciar as medidads para roubar
aos pobres para entregar aos endinheiros, bancos, boys, seus palácios, algumas
câmaras municipais gastam o dinheiro que tem e o que não tem, estando
carregadas de calotes nas empresas que penetram nesta podriqueira. Há mais fundações,
PPP, etc, mas fiquemos por aqui.
Depois da entrada na Comunidade Europeia, depois do Euro
alemão, as entidades referidas gastaram todas as ajudas (mal)negociadas e o governo
de então, do chefe desta quadrinha, hoje presidente da república, A C Silva,
brincam connosco: ALERTA! ESTAMOS EM GUERRA CIVIL! Nós temos o maior exército;
apenas os cobardes têm medo, ao serem roubados!
segunda-feira, 6 de maio de 2013
Ide passear gatunos
Lutemos com satisfação, contrarie com lhe faz mal, sem tristeza
ou aborrecimento. Portugal é nosso e não de meio dúzia de bandidos que nunca
souberam o que é a Democracia. Pedro, Paulo e Gaspar, por exemplo, são exemplo de
um ditadura, ditadura que apenas leram, ou nem isso. Nunca trabalharam,
nunca sentiram aquilo que fazem aos outros, por isso BASTA!
domingo, 5 de maio de 2013
O Amor...
Do amor e retalhos da vida,
Tantas ideias comigo guardei.
E, agora já sei
Como o destino quis adiar
O grande amor da minha vida.
...havia uma pétala
Que voava, voava,
Perto de mim...
Tão linda, tão linda,
A mais linda do jardim.
Só agora é o meu amor
E, mais linda ainda.
Com tal amor, mudei
A velha forma de amar!
Por isso o mundo está contente,
Não quero do mundo mais nada,
Do que o nosso amor presente,
Presente, agora e sempre,
Infinitamente!
Amar, amar o nosso amor,
Amar mais gente também,
E pôr a pétala na sua flor,
Como o destino acha bem.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
De Abril a Novembro de 1974, em Portugal!
Era
Pelo pão,
Pela paz,
Pela terra,
Pela liberdade e
Pela independência nacional.
Algumas palavras de ordem
Cantadas na revolução
Pela malta mais jovem,
No Abril em Portugal.
A gente, agora adulta, jovens naquele momento,
Ou não pensam no acontecimento,
Ou recordam muito mal,
O seu próprio comportamento.
O comportamento de tal geração;
Geração obrigada a pensar
E fazer o que dantes era proibido.
Da epopeia renascentista,
Da alma de heróis marinheiros
Que tanto orgulha Portugal,
Os jovens sentiram-se herdeiros
E, começaram,
Com igual coragem,
A ter sonhos,
A ter utopias,
A ter o seu próprio ideal.
Sabendo que a chama da revolução,
Era já coincidência racional,
Não podiam,
Nem deviam,
Ao tentar mudar esta nação,
Confundir os oportunistas, que mentiam,
Parando de novo, o povo de Portugal.
Camões, Mendes Pinto, Pessoa
E muitos heróis, sem nome,
Mas conhecidos, mereciam
Que o país não andasse tão incerto:
Com a grande burguesia em fuga,
Com as velhas políticas á toa
Seria o militante jovem, político esboçado
A fazer, como sabia,
O despertar dos sentidos dum povo
Cheio de promessas, mas enteado
Como dantes, de Portugal,
E, de novo,
Sem pão,
Sem paz,
Sem terra,
Sem liberdade,
Sem independência nacional.
Os jovens da vanguarda são poucos
Iludindo o caminho certo.
Vão andando, andando...
Em multidões primeiro,
Andando, depois como loucos,
Falando para o deserto,
Muitas vezes isolados.
Os cobardes, esses recrutavam,
Agentes entre nós!!!
Sem alma
Nem coração
O nosso inferno era o seu céu
Quando pior, melhor, pensavam.
E assim aconteceu.
Os jovens daquela época,
Não eras tu,
Não era ele,
Não era eu.
Não, não era ninguém,
E... alguma coisa aconteceu?
Apenas esta mágoa,
Digo eu !!!
terça-feira, 30 de abril de 2013
Minha amada
Como macho estarei atento
Ao meu amor e também feitiços,
Não há moça, maçã e seus serviços,
Que alterem meu nobre pensamento.
Cada vez mais o meu contentamento,
Contente-se em ti e teus ofícios,
Que recusarei todos os avisos
De viver diferente, neste momento.
Amo-te como amigo e amante,
E aposto o meu amor em ti,
Mesmo que voes sozinha, neste instante.
Quando pousares comigo aí,
Verás que do teu amor, sou importante
E perdidos, faremos amor aqui.
Ao meu amor e também feitiços,
Não há moça, maçã e seus serviços,
Que alterem meu nobre pensamento.
Cada vez mais o meu contentamento,
Contente-se em ti e teus ofícios,
Que recusarei todos os avisos
De viver diferente, neste momento.
Amo-te como amigo e amante,
E aposto o meu amor em ti,
Mesmo que voes sozinha, neste instante.
Quando pousares comigo aí,
Verás que do teu amor, sou importante
E perdidos, faremos amor aqui.
segunda-feira, 29 de abril de 2013
"A pianista do Lobos - a editar
“…O último homem morto, na encruzilhada, agora sim, malvada,
foi vista, pela presença do senhor Lobito e pela matilha, inteira, a trocar
alimentos no muro; um feito tão cobarde, repugnante e abjecto, realizado por
dois homens, conseguiu, longe do planeado, um feito corajoso, íntegro e de
justiça, realizado por lobos! Prenderam com a violência das suas patas e, com
medo associado ao mau feitio do condutor, o carro nunca mais se mexeu; nem para
a frente nem em marcha atrás; foi erguido e tanto empuxão, agora está,
estacionado, amassado e defeituoso nesta caverna com os tripulantes….”
sexta-feira, 26 de abril de 2013
O Sol...
Ele ainda encontra a sua família e namorada cá fora, a
complementar o pôr-do-sol. O tempo começa e ficar mais frio, ele, achou estranho
e ficou contente, por isso, reparou que todos estavam estranhamente sublimes
neste acto diário, nos dias em que as nuvens não escondem o sol. Antes de
chegar perto, primeiro a mãe e a seguir um de cada vez, foi salvo, mas
continuaram na mesma posição; só no local é que se apercebeu do efeito – como
brilho, sua ausência e brilho - dos raios solares entre os carvalhos, da
disparidade entre o sol a fugir e os coriscos rosáceos no céu, com algumas
nuvens que até pareciam candelabros. Ele foi a primeiro a comentar:
- Ver o levantar ou pôr-do-sol é sempre lindo; com este efeito é um regalo!
- Ver o levantar ou pôr-do-sol é sempre lindo; com este efeito é um regalo!
quarta-feira, 24 de abril de 2013
A noite!
Noite, desculpa.
Sei que és bonita: É lindo lá fora.
Lá dentro, lá de noite,
Muito diferente sou eu
Em não namorar contigo.
Ir passear contigo,
Amar contigo,
Odiar contigo,
Viver contigo.
Estou cansado, tenho sono,
Não quero ficar triste comigo,
Tenho frio.
Quero viver amanhã,
Estar contente amanhã.
Um dia destes,
Marco um encontro contigo.
Com a minha noite,
Tenho saudades.
Desculpa noite.
terça-feira, 23 de abril de 2013
É uma maravilha lêr
Portugal, ainda!
“O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de Abril, e organizado pela UNESCO para promover a o prazer da leitura, a publicação de livros e a protecção dos direitos autorais.
O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995.
A data de 23 de Abril foi escolhida porque nesta data do ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Veja.
Para além disto, nesta data, em outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.”
“OS LIVROS SÃO AS SEPULTURAS DOS PENSAMENTOS”
Hoje é o “Dia Mundial do livro e dos direitos de autor”
“A minha mãe é, nos instantes complicados, o único livro de amor usado!”
“Do saber do autor, conquiste retalhos: leia!”
segunda-feira, 22 de abril de 2013
PR, Duarte Lima e companheiras
Cá em Portugal, neste quase rectângulo com 92.391,00 kms2,
país onde os maus, os bandidos e ladrões, os medíocres nos governam, neste
momento, pediram aos inteligentes para
fugirem. Não foi pelo pedido, mas, muitos partiram. Alguns estão ca!
Ainda mais sós, lutam por um país mais justo! É uma vergolha para Portugal o
abismo onde o PR nos meteu.
O P. da República manda num governo manco, surdo, mentiroso;
é chefe de uma quadrinha de gatunos de gente iletrada, egocêntrica e falsa que
fogem do povo que os mantém, com com e medo do ajuste de contas!
Todos os dias a dívida aumenta e impossível de pagar o
dinheiro que pediram para eles. Austeridade para os pobres, gente a morrer com
a fome e, reparem bem, o governo, parlamenteres, PR, ainda, aumentaram o seu
salário!
Eu se que parece mentira, antes fosse…
Nem pensem em julgar o Lima, unha dos dedos deste "presidente"
sábado, 20 de abril de 2013
Terror em PORTUGAL!
Trovoada, relâmpagos, copiosa chuva, medo e fome; muita
fome!!! As nossas estátuas resignadas e quedas, alheias ao temporal, ao medo e
à fome, claro que nem sabem o país, para onde vão ser escoradas. O governo de
Portugal, sim, sim, essa enxurro neoliberal, primeiro faz contas de somar, escamotear
por 900 ladrões não conseguiram!
Perderam a pagamento ao chefe, ao Aníbal! “Aníbal e os 900
ladrões”. Bom título para um livro, filme de terror, terror e terror apenas
para mortos ou quase; qualquer escritor ousado, claro, sem fome e medo, por
isso estrangeiro, numa semana tira todas as notas necessárias…
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Esta Memória!
Algum tempo depois eu olhava para ela e ela olhava para mim.
Sim, “tête-a-tête”. Eu que fui lá, tinha alguma declaração, alguma resposta,
pergunta, pedido...Uns minutos de silêncio, custa mais é começar a falar
esqueci o que pensei antes. Mas:
- Olá Mariinha. Pareceu-me que ela não ouviu.
- Olá Mariinha!. Ah, penso que disse Olá Zé e sorriu. Fiquei
contente e ia recuperando a consciência... devagarinho!... Lembrei-me que ela
gosta de flores. Esqueci-me... sempre o mesmo! A sua boca de ternura e discernimento,
boa conselheira e sem mimos, os seus lábios sedentos que me matou a sede de
doçura tantas vezes estava ali, pertinho.
Notei que ela esperava mais notícias e comecei...
-Pois, é assim... desde a última vez que nos vimos
assentamos que era necessário afastar alguns hábitos, ou vícios... que se
encostam a mim... desculpa!!!...
A minha tolice, honestidade, consideração e velho hábitos, ataviaram padres
e arquitectos... já veio o crepúsculo, vem a noite..., venho cá outras vezes...
- Exacto, hoje a tarde foi só para nós... sabes eu precisa
de te ver!
Como não tinha as
usuais flores, tirei o lenço da mão, beijei-o e de mansinho com as duas mãos
pousei-o na sepultura.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
O honesto e seus ossos
Acho-me diminuído de encarar vampiros miseráveis decretar a pobreza
a milhões. Estou farto da seres sem lei, criar leis para outros; atulhado de
sentir batoteiros, bando sem ladrões, triunfar, de banqueiros sem pudor, conscientes
em tudo, a chorarem mágoas na televisão, rádio e jornais. Todos os dias vejo
pessoas a entregar as suas casas ao banco. Ódio de contemplar as vergonhas como
o BPN, BPP, Banif e outros. Devastado de o meu país maltratar seus filhos e
abandoná-los à sua sorte, sem emprego. E, afinal estou inquieto de ficar inquieto
e tanto queria que esta inquietação fosse colectiva. Ver um Portugal inteiro
para os gatunos espertos a marchar sobre o esqueleto das pessoas honestas.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Os encantos?!!
Que perfume...
Que marcha no salão
As bebedeiras e catarro
Na fuga acumulada
De tanta frustração
Que belo egoísmo,
Senhoras e senhores.
Senhoras e senhores
Procurando ambientes
Há tanto tempo perdidos
Naquele, ou noutro
Baile de salão
Que querem essas mulheres?
Apenas a utopia da noite
Ou, vomitar charme de maldição
À juventude perdida há muito tempo.
Mas...
Já passam sete minutos.
Ela ainda não veio.
Que a luz me guarde, eu tento.
Lua alta e nevoeiro espesso,
Ela ainda não veio, eu espero.
Cada vez mais nevoeiro,
Naqueles pinheiros, na rua, em frente,
Naquele caminho, perto de mim, em mim.
Que ia fazer?
Maldito enleio.
Angústia?! Depressão?! Nervoso?!
Talvez...
Escrevo aqui este nevoeiro, (ou melhor)
Este poema enevoado.
Ela parecia que não vinha,
Mais nevoeiro, Ela vem? Acho que sim!
No entanto... Se ela vier que faço?
Se não vier pior!
Isto é amor?
Não! Não! É uma mulher.
Só uma mulher,
Que comigo dança naquele salão.
Que marcha no salão
As bebedeiras e catarro
Na fuga acumulada
De tanta frustração
Que belo egoísmo,
Senhoras e senhores.
Senhoras e senhores
Procurando ambientes
Há tanto tempo perdidos
Naquele, ou noutro
Baile de salão
Que querem essas mulheres?
Apenas a utopia da noite
Ou, vomitar charme de maldição
À juventude perdida há muito tempo.
Mas...
Já passam sete minutos.
Ela ainda não veio.
Que a luz me guarde, eu tento.
Lua alta e nevoeiro espesso,
Ela ainda não veio, eu espero.
Cada vez mais nevoeiro,
Naqueles pinheiros, na rua, em frente,
Naquele caminho, perto de mim, em mim.
Que ia fazer?
Maldito enleio.
Angústia?! Depressão?! Nervoso?!
Talvez...
Escrevo aqui este nevoeiro, (ou melhor)
Este poema enevoado.
Ela parecia que não vinha,
Mais nevoeiro, Ela vem? Acho que sim!
No entanto... Se ela vier que faço?
Se não vier pior!
Isto é amor?
Não! Não! É uma mulher.
Só uma mulher,
Que comigo dança naquele salão.
quinta-feira, 11 de abril de 2013
Os lobos choram...
Quando o descobre e já sem medo, repara: era um lobo muito
bonito. Alguns pêlos brancos e cinzentos, limpinho, que parecia até penteado.
Via claramente, a marca da boca ou indício do focinho, o recinto dos olhos,
compridos, brilhantes e azuis, muito bem vincado a negro. Odete caminha na sua
direcção e fera pára totalmente; ambos – menina e lobo - têm os olhos a brilhar
ao olhar um para o outro. Mesmo sem luz, a menina contemplou que os olhos do
lobo começam a ser humedecidos de lágrimas, dá meia patada para atrás, ficando
em posição entre o sentado e o deitado. Odete assenta uma das suas mãos na
parte superior do focinho, entre as orelhas e… o lobo chora! Silêncio absoluto
entre os dois, ou três, já que a menina Célia ao longe tentava espreitar. Graúdas
lágrimas corriam pelo focinho, e a boca aberta para arquejar!
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Políticos de aviário, órfãos de cultura e pensamento
“O número de artigos e notas em blogues que começam com “a
decisão do Tribunal Constitucional fez e aconteceu….” representam um sucesso do
pensamento único governamental. Na verdade, deviam começar com “a política do
governo fez e aconteceu…” Isto, porque a decisão do Tribunal Constitucional é
que é a normalidade e a lei, e a política do governo é que é a anormalidade e a
ilegalidade. A decisão do Tribunal Constitucional representa uma consequência
da política do governo, das escolhas do governo, da incapacidade do governo de
encontrar políticas de contenção orçamental que não passem pela violação da lei
e pelo afrontamento da Constituição.
Mais: o caminho
seguido pelo governo para o objectivo de cumprimento do memorando da troika é
que põe em causa esse cumprimento, porque não teve em conta qualquer
preocupação em salvar um quantum da economia nacional, desprezou os efeitos
sociais do “ir para além da troika”, não deu importância a qualquer
entendimento social e político, vital em momentos de crise. Foi um caminho de
pura engenharia social, económica e política, prosseguido com arrogância por
uma mistura de técnicos alcandorados à infalibilidade com políticos de aviário,
órfãos de cultura e pensamento, permeáveis a que os interesses instalados
definissem os limites da sua política. Quiseram servir os poderosos com um
imenso complexo de inferioridade social, e mostraram sempre (mostrou-o de novo
o primeiro-ministro ontem), um revanchismo agressivo com os mais fracos.
Pensaram sempre em
atacar salários, pensões, reformas, rendimentos individuais e das famílias,
serviços públicos para os mais necessitados e nunca em rendas estatais,
contratos leoninos, interesses da banca, abusos e cartéis das grandes empresas.
Pode-se dizer que fizeram uma escolha entre duas opções, mas a verdade é que
nunca houve opção: vieram para fazer o que fizeram, vieram para fazer o que
estão a fazer.” ( Pacheco Pereira)
domingo, 7 de abril de 2013
" A Pianista dos Lobos"
- Apreciei bastante o que disse, dona Emília! Vamos, então…
enquanto caminhamos e reforçando o que senhora disse há pouco, sobre o sistema
social que nos subjuga, ou seja, sobre os donos do mundo: tentam falsificar o
nosso entendimento através da televisão, rádios, jornais e, agora, tentam na
internet; estimulam os seus lacaios na cultura, adulteram a justiça, não
consentem o progresso de pessoas pobres em países pobres, enfim, anseios de uma
ignorância; uma ignorância igual à sua! Cada dia mais gente perto dos caos e a
terra pertinho do abismo! A ganância dos poderosos no poder, mandam procurar
nos polos, principalmente no polo norte, na busca de petróleo devastam árvores,
muitos icebergues já derretidos, os mares a aumentar, a temperatura da
atmosfera a subir; muito mais a sul que a norte, no equador (o que divide o
norte do sul neste no globo), milhares quilómetros quadrados de vários países,
vai sendo devastado e pode provocar uma leviandade no ecossistema daquela zona,
colocando em risco o ar que respiramos…
“A Pianista do Lobos” a ser editado…
quarta-feira, 3 de abril de 2013
O triângulo?
‒ Ah! O triângulo de pedra com três árvores do Emídio… que
afirma ser um triângulo macho…
Agitado, Mário calou-se, imaginou: e este? Tantos triângulos
por aí e por acolá e só aquele é macho? E o triângulo, ou triângulos fêmeas?
Esta cisma consumia o Mário, calado, olhando o triângulo fixado na parede. O
Três que, na Cabala, só, antes de qualquer princípio, está presente em toda a
parte. Aonde está o outro triângulo?
Claro que o triângulo é o polígono mais importante que
existe. Quem se lembra daquela boca feminina criada com êxito? É necessário
zelar pelos quadros (a menina dos nossos olhos) e pelos triângulos das quadras!
Todo o triângulo tem vértices, lados, ângulos, alturas, medianas e
bissectrizes. Quanto aos números de lados temos o triângulo equilátero,
isóscele e escaleno. Quanto às medidas dos ângulos existe o triângulo
acutângulo, obtusângulo e rectângulo e até o raso… o triângulo das quadras tem
muito mais divisões...
Nas forças que regem o universo, em linguagem geométrica,
teremos estes triângulos: mundo de acção (Kether, Binah, Hokmah), mundo da
criação (Geyurah, Chesed, Tiphereth e mundo da formação (Hod, Netzeh, Yesod). A
geometria ainda não entendeu a forma de tais triângulos, quanto aos lados e/ou
ângulos. Talvez aquele triângulo: PAI, FILHO e ESPIRITO SANTO, perceba porque a
Terra ainda gira...
Há mais ou menos três mil anos a.C., a deusa Ísis disse: “Eu
concebi, carreguei e dei à luz toda a vida. Depois de lhe dar todo o meu amor
dei-lhe também meu amado Osíris, senhor da vegetação, deus dos cereais, para
ser ceifado e nascer outra vez. Cuidei de ti na doença; fiz as tuas roupas e
observei os teus primeiros passos. Estive contigo, até mesmo no final,
segurando a tua mão para guiá-la para a imortalidade! Tu para mim és tudo e
para ti eu fui tudo. Eu sou a tua Grande-Mãe, Ísis.” Contra o seu irmão Set,
criou o triângulo do Amor: Ísis, Osíris e Hórus. Foi idolatrada no Egipto, no
Império Romano, Grécia e Alemanha e a lenda e os seus ensinamentos continuam em
todo o mundo. Mais perto no tempo, no século passado (século XX), temos o triângulo Sexo, Drogas e Rock n’ Roll.
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Um lar para Amélia
Amélia encostou a cabeça no ombro do Mário e continuou:
‒ Ó Mário… nunca foi tão feliz! Contigo, estou bem na
aldeia, na cidade, na montanha ou no deserto! Eu prefiro a aldeia; a tua
aldeia! O senhor, meu amante, permite que faça parte da sua família? A tua avó
entende que depende de ti!
‒ Claro que sim! Sem afecto familiar o que se aprendeu na
escola, no liceu ou faculdades – tanto estudo – pode servir para confusões ou
ilusões! Se quiseres, como disse a avó, num dia só, – por exemplo hoje – arranjo-te
uma família! Penso que o teu lugar é este, comigo, Lia!
Portugal é dos partidos políticos
(...) - Tem
razão! O regime partidário, em Portugal, está descolorido, podres e com
bandidos. Os actuais partidos têm privilégios que são um escândalo perante as
dificuldades do país, dos cidadãos e das empresas. Entre esses privilégios,
figura o de repartirem entre si dezenas e dezenas de milhões de euros diários,
mensais e anuais provenientes do erário público. Por isso, quantos mais
partidos houver, parecido com os actuais, maior será o risco de diminuir a fatia
que agora cabe a cada um e, muito pior para nós, mais um bando de salteadores a
assaltar com trabalha, realmente, em Portugal. (...)
domingo, 31 de março de 2013
O encanto de Amélia - deste livro
(...) ‒
Minhas queridas, Amélia e Joana: antes de mais, entre amigos, por amizade, por
actos de dedicação, não há culpados. Todos nós, humanos, erramos! A ideia foi
tua, ou vossa, com a unanimidade das pessoas presente nesta sala. Minha querida
Amélia e minha querida Joana, são imunes de eventuais erros, de acontecimentos
até aqui nunca usados! Nós, as mais velhas, sabemos que tudo quanto disseste e
é bem verdade. Parabéns pela argúcia e começa a notar-se rasgo e vontade de
conquistar a felicidade, Amélia; lisonjeamos o teu carácter de mulher, em tão
pouco tempo garantido. Quanto à Joana, a sua mãe aqui ao meu lado, na mesa,
saberá melhor do que eu o que dizer.(...)
pag. 187 de "O Tesouro do Mar de Mansores"
pag. 187 de "O Tesouro do Mar de Mansores"
sábado, 30 de março de 2013
(…)
‒ Sabem – lamentou-se Maria de Fátima – em pensamento
existem sensações divergentes, passa essa agitação, mas não permanece ninguém à
nossa espera; nem que seja para discutir. Em Lisboa a masculinidade vai-se
afastando! A humanidade, de que fazemos parte, criou esta realidade no mundo da
nossa existência; este empobrecimento é muito mais urbano do que campesino. Por
isso estamos cá um mês por ano, na vila de Arouca.
(…)
quinta-feira, 28 de março de 2013
Andanças...
Mudam-se os anos, mudam-se os meses do ano,
Muda-se a vida, muda a sorte,
Muda-se a vontade e o engano,
Muda-se esta vida para a morte!
Nas mudanças tempestuosas
Também se muda a tempestade em bonança.
Nascem crianças, florescem rosas,
Murcham rosas, vivem jovens na esperança,
De ver num ano, num mês, num dia, numa hora,
A hora de trocar o destino,
Que apesar de tanta demora...
Sim! Sou eu que não atino!
No meu mundo de ventura,
Os olhos de felicidade
Espreitam com receio
O andar da minha idade;
Enquanto o sol que todos os dias raiava,
E a noite que todos os dias o matava,
Pintando de escuro o claro,
Ia-me fazendo já prever que a estrada
Por onde eu guio esta vida,
Não é recta, nem plana,
Tem curvas e mais curvas,
Tem subidas e descidas,
Sem orientação e sem norte,
Tem altos e baixos... e,
Às vezes, tão baixos...
Que por um momento
Digo: maldita a minha sorte!
terça-feira, 26 de março de 2013
Devorados os pequenos-almoços no centro de Arouca, por isso,
de doces saciados, regressámos a casa. No regresso, passamos por um senhor que
dirigia um carro de bois carregado de toros de pinho, na subida de Mansores,
pela estrada nacional 326, de terceira categoria.
‒ Zitinho, pergunta ao senhor onde fica o mar de Mansores.
‒ Ele sabe?
‒ Sabe, ele é daqui!
Rápido, paro o carro. Ele, ainda mais rápido, sai, arranja o
casaco e pergunta:
‒ Ó Senhor, se faz favor, informa-me onde fica o mar de
Mansores?
O homem não responde! Corre com a vara de aguilhão
levantada, obrigando o rapaz também a correr para fugir. O Zitinho, muito mais
novo que o guia dos bois, é mais rápido e foge para o seu lugar no 2 CV. Abre a
porta e diz-me:
‒ Arranca!
Como o carro estava ligado, arrancamos os dois no 2 CV! Já
perceberam que não era um cavalo de cada um; um cavalo para mim e outro cavalo
para o Zitinho. Não! Vínhamos no nosso carro de dois cavalos de potência e
tudo! O nosso 2 CV era um veículo motorizado com lugar para quatro
pessoas!
‒ Zé, mete a segunda!
‒ É a subir, não posso…
Íamos os dois a balancear o corpo tentando ajudar o vigor do
carro. O Zitinho diz:
‒ Ainda bem que o homem já não corre…
voltas sem destino
Do amor e retalhos da vida
Muitas ideias guardei.
Agora já sei:
Como o destino quis adiar
O grande amor da minha vida!
Havia uma pétala
Que voava, voava,
Perto de mim...
Tão linda, tão linda,
A mais linda do jardim…
Só agora é o meu amor
Mais linda ainda!
Com tal amor, mudei
A velha forma de amar!
Por isso estou contente;
Não quero do mundo mais nada
Do que o nosso amor presente.
Presente, agora e sempre,
Desmedidamente!
Amar, amar o nosso amor,
Amar mais gente também.
Pôr a pétala na sua flor,
Como o destino acha bem.
Então:
O nosso destino se realizou,
Com truques e reviravoltas.
O nosso amor faz-se
Oleado nessas voltas;
Nestas voltas sem destino,
Como o destino nos ensinou!
segunda-feira, 25 de março de 2013
Agora no CHIPRE !!!
A única coisa que este plano de resgate conseguiu foi
agravar a actual situação - em Chipre, em toda a periferia e, inevitavelmente,
na própria zona euro - e garantir que o 'doente' morrerá do 'tratamento'. De
loucura em loucura, a zona euro aproxima-se cada vez mais da implosão. Implosão
social, implosão económica e, sim, implosão financeira. Aconteça o que
acontecer, sabemos uma coisa: não será bonito.
Viva a ALDEIA!
(…)Fora de portas, sempre a mesma companhia, a irmã! Ela e
outros médicos para uma gripe receitam um xarope, líquidos e cama. Para tal
doença a gente aldeã tem a receita no bolso: avinha-te, abafe-te e abife-te!
Ambas estão correctas e é necessário analisar a forma de combinar os dois
conhecimentos! Nunca passou um dia como este. Na aldeia a vida não é monótona
como na cidade. Apesar da distância entre as casas, as pessoas conhecessem-se e
é mais simples arranjar amigos.(…)
Do “Tesouro do Mar de Mansores” de José Santos, este vosso
amigo.
domingo, 24 de março de 2013
O aspecto de uma Maria
Carla Maria tinha uma aparência requintada: vestido prateado
com rosas coradas ventiladas nos ramos flexíveis, com tantas cores diferentes,
com mais ou menos luz; cinto vermelho, pernas torneadas a notar-se até ao cimo;
seios fartos e espevitados, rasando a idade juvenil; sobrancelhas delgadas e
proeminentes, pretas, assim como o cabelo crescido, cortado dois centímetro
acima dos olhos, atado perto do pescoço e inclinado sobre o ombro esquerdo,
aquecendo o seu coração entre ambas as mamas,
e findando na cinta, preso com um laço vermelho que anunciava o umbigo.
Tinha os lábios grandes e rosados, o nariz delicado e pouco comprido, os olhos
grandes com pupilas pretas e enormes pestanas. Tinha uma beleza inata.
Esta Maria, terminou o curso de belas-artes, e ajudou o
Mário no atelier, várias vezes, como modelo. Modelo aqui, modelo acolá,
primeiro na cidade do Porto e depois em Lisboa voou longe. Em diálogo com o Emídio,
começou novamente a pintar e andava contente com semelhante projecto. Pouco
falou e pouco foram as palavras para si. O facto de viver numa casa na quinta
do Emídio era um assunto interno. Sabia, perfeitamente, que tantos olhares de
frente ou de viés seriam por ser desconhecida; ali apenas conhecia o primo e o
Mário, mas não faria o mesmo, não olhava de soslaio para ninhuém… confiava!
sábado, 23 de março de 2013
Amélia...
As antigas mulheres deduziram sobre Amélia: Espalha sexo na
atitude de submissão e acato pelos confrades. Não suporta fraseado vazio e tem
opiniões próprias a serem ditas na hora que considera certa com aquela voz
amena, que sobe e desce segundo o impulso das suas convicções. Toda a gente
percebeu a sua ambição de pertencer ao Mário e à sua família. Sem a família do
Mário seria outra Amélia ali presente; sem a firmeza do amor e presença do
Mário não estaria tão bonita e sensual! Em dois dias apanhou a essência da
educação. Havia muito a aprender; as expectativas do seu destino eram elevadas,
merecidas pela sua linha genética, pelos seus antecessores, mormente a sua avó.
Caminhava num fio estreito, cuja rede era constituída por três pessoas que
estava naquela sala. Através de todas as opiniões que exteriorizava e ensaiava,
ia parecendo um membro do grupo; por isso o seu cuidado especial em expor, aceitar
ou adicionar as suas ideias com as deles. Bom… tais tarefas são fáceis para as
mulheres.
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