Queria aumentar, o seu conhecimento adquirido sobre o homem
dos chás; considerou ser isso justo e continuava a sua táctica tentadora. Este
desejo apetitoso não era uma manobra intelectual, no curso da qual a
consciência separa um factor gratuito, do ponto de vista psicológico, não era
uma abstracção, mas, apenas o futuro próximo! Vários segmentos de ideias
passavam pelo cérebro da menina; umas passavam e iam; outras demoravam mais
tempo e seriam ou não recordadas; por exemplo, estava arrependida de aceitar o
quarto para
Ao Abril que Novembro matou, procurei novos amores!!! Prova isso a Esperança que voltou...
terça-feira, 16 de setembro de 2014
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Nós sim!
Passa por
aqui uma serenidade, uma bonança e um silêncio dignos do seu contrário! Mas, poucos
tentam adivinhar o nada que passa ou a tormenta à vista.
- O tempo? Está
tranquilo e paciente, sem ventos ou tempestade, está como nós, Zé!
- Nós!
– Nós sim!
- Minha
revolta põe-me tranquilo, Mãezinha?
- Põe! E nunca
pensei no tal…
- Será do
tempo!
- Não! “Quando
mais me bates mais gosto de ti”, este ensinamento é para todos. Blá, blá, blá,
é apenas ruído! Ou serás que te rendeste à senhora de Fátima, maquilhada de ministra
das finanças? É só aparências, apesar do canudo! Será que, o enriquecimento dos
ministros por Portas abertas e senilidade do presidente te amola? Por favor,
não me respondas, eu começo-te como conheço a mim!
terça-feira, 2 de setembro de 2014
Mãezinha:
- Mãezinha: o
tio Joaquim que acaba de sair. Toda a gente me pergunta, quem é o seu pai! Não há ninguém que saiba?
- Haver há,
quem diga não! É uma história de amor curiosa, diferente das outras e
garanto-te Zé, que depois do teu paizinho, vier para dentro do balcão, depois
do jantar, terá direito a esse segredo. Confio em ti!
Seis horas
mais tarde, conheça a escurecer e, de mansinho era noite escura.
- Senta
aqui, ao meu lado Zé, e ouve com atenção! Até nascer o teu amigo Joaquim, a
senhora Adelaide da Colina, desde sempre catequista, tinha um amante! Não rias,
porque hás-de saber, todas as mulheres normais são iguais, ou muito, muito
parecidas. Bom, como estava dizendo, todas as noites, a Adelaide enfiava um lindo
vestido de noiva e, isto é só para ti, dormia com o padre da freguesia! É
verdade, o padre sei que o conheces e não gostas dele, porém, só o Céu de Dante o tira desta paróquia.
- Mas,
Mãezinha, como a senhora Adelaide passava por monstruosos e sinistros montes
para lá chegar?
- É amaldiçoada,
agora! Antes de uma linda noiva, tipo aparição lá passar não! Fui eu e a tua
tia Micas que, servimos de parteira e cuidamos de uma inexperiente mãe, o seu
filho. O Joaquim, comia com tu, aquilo que ambas lhe levávamos. Ao fim de
alguns meses, apesar de avisada, levou o bebé ao amante! Já não fazia o papel
de noiva, sua vaidade estava naquela criança. Ela fui esconjurada pelo padre,
assim, como o bosque por onde passava. O padre tem uma nova amante, penso que não conhece o Joaquim,
nem o Joaquim a ele, felizmente!
Picasso
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