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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

António Borges, próximo primeiro-ministro?





António Borges, PSD, antigo candidato à liderança do partido, demitiu-se, “por motivos pessoais” do cargo de director do FMI para a Europa. Na ausência de mais informações e, sabendo-se das fortes ambições políticas dele, dá para especular sobre o seguinte:






1 – Tem uma ligação próxima a Manuela Ferreira Leite e Cavaco; no tempo deste como PM foi vice-governador do Banco de Portugal;






2 – Cavaco esteve esta semana nos EUA onde Borges trabalhava. Nem sequer falaram pelo telefone?






3 – Têm sido evidentes as diferenças entre as posições de Cavaco e Passos sobre a intervenção do BCE e a emissão de obrigações (eurobonds);






4 – Cavaco sempre teve um olímpico desprezo por Passos, eleito no PSD com o apoio da ganga mais reles do partido – os autarcas – em regra, desprezados pelos aristocratas de Lisboa;






5 – Cavaco há meses (e referi isso no FB, na devida altura) estabeleceu despachos semanais com os ministros Gaspar, Álvaro e Portas, com o evidente propósito de reduzir o papel de Passos;






6 - Também Manuela, após um longo silêncio, teceu a sua consonância com o seu amigo Cavaco, nos últimos dias;














7 – Cavaco tem mantido um posicionamento mais crítico e mais interventivo com Passos do que com Sócrates;






8 – Os afastamentos recentes de Papandreu e Berlusconi evidenciam que a mudança de primeiro-ministro não exige eleições prévias;






9 – Esses afastamentos decretados em Berlim mostram também que os seus substitutos não precisam de ser provenientes dos aparelhos internos dos partidos;






10 - Em Itália e na Grécia os novos PM são tecnocratas, com vasto curriculum de malfeitorias ao serviço de instâncias ligadas ao capital financeiro;






11 – O brasonado Borges (barão ou semelhante de Alter do Chão) esteve no Goldman Sachs e no FMI com passagem pelo Banco de Portugal;






E se estivesse na forja a saída de Passos e a colocação de Borges para o seu lugar?






Isto é só especulação. Ou melhor é cá um “suponhamos que…)










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