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sábado, 6 de agosto de 2016

De Balzac








“O colo era de um arredondado perfeito. O busto arqueado, cuidadosamente coberto, atraía o olhar e fazia sonhar; faltava sem dúvida alguma graça devida ao trajar, mas, para os conhecedores, a não flexibilidade desta alta estatura devia ser um encanto. Eugenie, grande e forte, não tinha nada do gracioso que agrade às massas; mas era bela, desta beleza tão fácil de reconhecer e de que se prendem os artistas. O pintor que procura aqui na terra um tipo de celeste pureza de Maria, que busca em toda a natureza feminina esses olhos altivos adivinhados por Rafael, essas linhas virgens frequentemente devidas ao acaso da concepção, mas que uma vida cristã e pudica só pode conservar ou fazer adquirir, esse pintor, apaixonado por um tão raro modelo, teria achado de imediato no rosto de Eugenia a nobreza inata que se ignora; teria visto uma fronte calma um mundo de amor; … “
Pag. 63 de Eugenia Grandel – de Balzac

Esta pedra

Há pouco mais de 20 anos, eu vi esta cena. A sua pretensão existe, ou tim por tim, nestes anos até hoje:
Era o pôr-do-sol visto da praia. Um homem velho e feio, que da PIDE passou para o PPD, explicava tudo quase sabia sobre as teorias de Nicolau Maquiavel, teoria e prática de Ronald Reagan, Margaret Thatcher e sua, pouco teórica, porém muita prática. De repente enquanto o velho falava os betinhos levantam a cabeça para o ar. Olham um quadro que se mexia como pintado a vermelho, amarelo, cinzento claro ou escuro. Por entre essas das nuvens, surgia sempre um amarelo com pedaços de vermelho um círculo, cada vez com maior dimensão.
- Lindo quadro que vedes! É meu, não é vosso?
- O mãe eu quero aquele arco amarelo!
Helena a mais fala-barato, a mais puta, com mais experiência no gamanço confiava cegamente no seu filho. Seu filho, um menino pequeno, porém já espertinho, precisava da resposta e, em vez da mãe, ouviu o velho, feito professor.
- Aquela bola que apontais é o sol que ilumina tudo: terra, mar, burros e borboletas. Ide com as vossas mães, essas demagogas, e no assalta a um banco ao contrário de mim, mandai pintar um borboleta. O Sol que vedes em Portugal é vosso, e não faltam burros que vos apoiem. E repara tu, filho de Helena, anda cá que hás-de se dono do PDD/PSD, porque por cá há vários bancos...

De Balzac





“O colo era de um arredondado perfeito. O busto arqueado, cuidadosamente coberto, atraía o olhar e fazia sonhar; faltava sem dúvida alguma graça devida ao trajar, mas, para os conhecedores, a não flexibilidade desta alta estatura devia ser um encanto. Eugenie, grande e forte, não tinha nada do gracioso que agrade às massas; mas era bela, desta beleza tão fácil de reconhecer e de que se prendem os artistas. O pintor que procura aqui na terra um tipo de celeste pureza de Maria, que busca em toda a natureza feminina esses olhos altivos adivinhados por Rafael, essas linhas virgens frequentemente devidas ao acaso da concepção, mas que uma vida cristã e pudica só pode conservar ou fazer adquirir, esse pintor, apaixonado por um tão raro modelo, teria achado de imediato no rosto de Eugenia a nobreza inata que se ignora; teria visto uma fronte calma um mundo de amor; … “


Pag. 63 de Eugenia Grandel – de Balzac