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terça-feira, 23 de maio de 2017

Não me percebam,















Não me percebam,
Não me liguem,
Porque,
Vale mais é o que sinto
Digo, construo ou destruo.

Acreditem nisto,
Eu minto muito mal.
Tenho as minhas convicções,
Sempre no sentido,
Das minhas intençãos.

Posso sonhar acordado
E, assim a vida percorre
Um sonho, às vezes, dourado.
O caminho que corro,
E se falo, aqui, em amor,
Se ferir corações,
Será apenas o meu…

quarta-feira, 12 de abril de 2017

os sonhos












Os portadores da primavera da vida, as crianças, cada vez em menor número, com a pele e roupas ao sol, não entendem o que passa com os pais e avós. Continuam contentes. O tal contentamento que pais e avós tiveram, nessa idade. É. Esta estação continua a passar por cá. Com mais ou menos alegria, a inocência dos mais novos e responsabilidades dos mais velhos, será sempre a mesma. Claro que, na idade da inocência muita coisa pode acontecer. Pelo menos, os sonhos…

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

soneto






É a ti, musa minha a quem imploro,

Porque sem ti, isto não estava feito,

para a alegria não me dê choro

Unamos nossos corpos de qualquer jeito.



Se amor for, como parece que é,

Então, ó meu amor, minha namorada,

É em ti que deposito a minha fé,

Porque além de ti, eu não sei mais nada.



Para mim, como penso, foste traçada,

Já sei mesmo o sabor do teu odor,

Mas sais daqui, de afeto saciada…



Cola-te mais a mim, cola-te melhor,

Assim, com toda essa velocidade…

O soneto finda mal! Ai, ai amor…


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Herói, homem, pobre e o escravo,





A abundância de dor corria sempre mais rápida por sobre toda a terra. Eu via um Inexplicável horror para heróis prontos a sair das tocas?, nesses caos qua separa esse mesmo herói, o homem, pobre e o escravo, transidos de cautelas, de dor ou do medo. A malvadez, o desprezo, a ganância e impudor que disfarça qualquer valor humano, a vida se esboroa nos heróis por nós criados: Bush, Putin ou Trump e seus aliados. Mas, agora estamos arrependidos. Enfim, “um dia como o de hoje não tem mais fim”, como vemos, há erros que nos custam caro, muito caro…

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Muitos portugueses fizeram, passaram ou colaboraram, pelo menos, tantos festejam a Revolução em 74, enquanto outros a combatiam; passou por todos nós um século e um milénio. Tantos lutaram pelo independência de um de um pais – Timor Leste. Antes e depois fizeram em Portugal, ou assistiram a comícios, ouviram – de borla – à melhor música portuguesa.
Apesar de tudo, a emigração parou ou vinham cá passar os últimos anos a Portugal. Fomos sempre uns pais livre, de gente livre!
Nunca tivemos um bom governo; é verdade!
Mas, nunca ninguém pensou que um bando de ladrões, PR e seus lacaios, muitos sem saber como, como falinhas mansas vendem-se o nosso país a retalhos, empresas e povo, já faminto!
O Natal será melhor comemorado como uma boa consoada. Tantos faz ser ateu, agnóstico ao cristão. Continuamos portugueses e quem trabalha por pouco mais de 400 euros mensais, é gente boa. Será que também consoam? É triste...

domingo, 20 de novembro de 2016

Primavera

“ (…)
A água estilada das goteiras tombava sobre o pavimento com um som cavo, as ferraduras dos cavalos ressoavam surdamente nas lajes da calçada, e algures no meio do nevoeiro descia do céu e a voz lamentosa de um invisível almuadem a convocar os fiéis para as preces matinais.
Eu transportava às costas um cesto de pãezinhos doces e sentia ímpetos de continuar a caminhar infindavelmente, ultrapassando o nevoeiro, atravessado os campos até à larga estrada e ao distante caminho que me lavaria a regiões onde a Primavera havia sem dúvida nascido já.
(…) ”
(“ O patrão, pag. 544, Volume 5 de Obras Completas de Máximo Gorki”
)

sábado, 6 de agosto de 2016

De Balzac








“O colo era de um arredondado perfeito. O busto arqueado, cuidadosamente coberto, atraía o olhar e fazia sonhar; faltava sem dúvida alguma graça devida ao trajar, mas, para os conhecedores, a não flexibilidade desta alta estatura devia ser um encanto. Eugenie, grande e forte, não tinha nada do gracioso que agrade às massas; mas era bela, desta beleza tão fácil de reconhecer e de que se prendem os artistas. O pintor que procura aqui na terra um tipo de celeste pureza de Maria, que busca em toda a natureza feminina esses olhos altivos adivinhados por Rafael, essas linhas virgens frequentemente devidas ao acaso da concepção, mas que uma vida cristã e pudica só pode conservar ou fazer adquirir, esse pintor, apaixonado por um tão raro modelo, teria achado de imediato no rosto de Eugenia a nobreza inata que se ignora; teria visto uma fronte calma um mundo de amor; … “
Pag. 63 de Eugenia Grandel – de Balzac

Esta pedra

Há pouco mais de 20 anos, eu vi esta cena. A sua pretensão existe, ou tim por tim, nestes anos até hoje:
Era o pôr-do-sol visto da praia. Um homem velho e feio, que da PIDE passou para o PPD, explicava tudo quase sabia sobre as teorias de Nicolau Maquiavel, teoria e prática de Ronald Reagan, Margaret Thatcher e sua, pouco teórica, porém muita prática. De repente enquanto o velho falava os betinhos levantam a cabeça para o ar. Olham um quadro que se mexia como pintado a vermelho, amarelo, cinzento claro ou escuro. Por entre essas das nuvens, surgia sempre um amarelo com pedaços de vermelho um círculo, cada vez com maior dimensão.
- Lindo quadro que vedes! É meu, não é vosso?
- O mãe eu quero aquele arco amarelo!
Helena a mais fala-barato, a mais puta, com mais experiência no gamanço confiava cegamente no seu filho. Seu filho, um menino pequeno, porém já espertinho, precisava da resposta e, em vez da mãe, ouviu o velho, feito professor.
- Aquela bola que apontais é o sol que ilumina tudo: terra, mar, burros e borboletas. Ide com as vossas mães, essas demagogas, e no assalta a um banco ao contrário de mim, mandai pintar um borboleta. O Sol que vedes em Portugal é vosso, e não faltam burros que vos apoiem. E repara tu, filho de Helena, anda cá que hás-de se dono do PDD/PSD, porque por cá há vários bancos...