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quarta-feira, 3 de junho de 2015

Basta!







Todo o trabalhador:

Um sincero operário

Ou humilde camponês

Para ganhar p´ra comer,

Pedem um grande favor

E, terão de se tentar,

Até ao final do mês,

O pão para não morrer,

Mais, impostos a pagar!



Os vermes do capital

Pensando conter o mundo:

Inventaram este modo

Na arte de trabalhar;

Engolem o lucro todo,

E vontade de mandar!



Se começas a pensar,

Tuas ideias dirão: 

Aqui também, em Portugal 

A fartura do patrão,

É feita de forma igual

Dos gamanços, ambição,

De um governo sem jeito

Com a maior votação.



Basta agora, ver isto:

Na actual corrupção,

Formada de qualquer jeito,

Consoante o horário,

Empresário é ministro

Ministro é empresário!



Caro amigo, camarada,

Nem há nenhum álibi,

Por aquela asneirada.

O parlamento daqui,

De tanta demagogia

Foi preferido, por ti…

Ou outros teus camaradas,

P´ra te roubar noite e dia!



Agora é fácil reparar,   

Governo está ciente,

Dos ricos a premiar!

…Serás sempre o cliente,

Dos pobres da nossa gente!



Fica sabendo, amigo,

O roubo que és sujeito,

Será sempre contra ti 

E da mais gente carente,

Que inda moram aqui, 

Neste estado, doente.



Desperta tua cidade,

E não te deténs em nada!   

Assim a sociedade

Está então condenada:

Quem produziu o há,

Não terá nada de seu!

Quem nos governa terá

Tudo o que há, como seu.

Está bem assim, não está!

 






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