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sábado, 6 de agosto de 2016

De Balzac








“O colo era de um arredondado perfeito. O busto arqueado, cuidadosamente coberto, atraía o olhar e fazia sonhar; faltava sem dúvida alguma graça devida ao trajar, mas, para os conhecedores, a não flexibilidade desta alta estatura devia ser um encanto. Eugenie, grande e forte, não tinha nada do gracioso que agrade às massas; mas era bela, desta beleza tão fácil de reconhecer e de que se prendem os artistas. O pintor que procura aqui na terra um tipo de celeste pureza de Maria, que busca em toda a natureza feminina esses olhos altivos adivinhados por Rafael, essas linhas virgens frequentemente devidas ao acaso da concepção, mas que uma vida cristã e pudica só pode conservar ou fazer adquirir, esse pintor, apaixonado por um tão raro modelo, teria achado de imediato no rosto de Eugenia a nobreza inata que se ignora; teria visto uma fronte calma um mundo de amor; … “
Pag. 63 de Eugenia Grandel – de Balzac

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