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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Verdade, mentira... porque não se investiga ??!

As referências ao ex-ministro da Defesa e agora potencial ministro de qualquer coisa no Processo Casa Pia são várias.




Alguns jovens interrogados pela PJ no âmbito do caso da alegada rede de pedofilia envolvendo nomes famosos referenciaram Paulo Portas como possível abusador.



Na maioria dos casos não foi dada qualquer credibilidade aos depoimentos e outros foram remetidos para o APENSO A (cartas anónimas), apesar de, com se verá já de seguida, uma delas não ter nada de anónima.



Assim, Rosa Mota, a inspectora que coordenava a 2ª Secção da PJ, directamente sob as ordens do procurador João Guerra e das procuradoras Cristina Faleiro e Paula Soares (a partir de Fevereiro de 2003 a PJ afastou-se da investigação do Processo Casa Pia), recebeu uma carta de uma pessoa que se identificou como Eugénio Afonso de Bessa Sanches da Gama, residente na Rua Pedro Escobar, nº 154 – 2D Porto. A missiva dizia o seguinte: “Na rede de pedofilia estão metidas 200 pessoas, entre elas o deputado NARANA COISSORÓ e o senhor ministro Dr. PAULO SACADURA CABRAL PORTAS. Isto vai ser a barracada total.



Lamento profundamente os homossexuais e bissexuais irmãos Cerqueira Gomes andarem a violar mulheres e miúdos e ninguém os prender.”Um outro indivíduo também efectuou uma denúncia que foi enviada para o apenso das cartas anónimas, muito embora se tenha identificado como sendo Alexandre Silva e garantido ter sido abusado entre 1995 e 1998: “Eu era frequentemente abusado por duas pessoas importantes: PAULO PORTAS (actual ministro da Defesa) e ANTÓNIO OLIVEIRA (ex-seleccionador nacional). (…) O PAULO PORTAS levava-me no carro dele para um descampado, onde me violava seriamente.



Ainda me lembro dos risos irónicos dele, que me marcaram e que dificilmente esquecerei. Gostava que se fizesse justiça sobre estes dois pedófilos brutos, insensíveis e imorais.”



A equipa da PJ chegou a interrogar um ex-casapiano com este nome que negou ser o autor da carta e esta foi simplesmente enviada para o APENSO (anexo) A. Mas, as referências a Paulo Portas não se ficam por aqui.



Um indivíduo, que se identificou como Carlos Fragoeiro, também não esteve com meias medidas e efectuou a seguinte denúncia: “Sem qualquer outro motivo que não seja apenas ajudar a investigação e sem qualquer intenção difamatória, venho apresentar o meu testemunho em relação ao ministro cujo nome foi envolvido nas escutas deste caso (…) O ministro a que me refiro é então o actual ministro da Defesa Paulo Portas, sendo que este manteve uma relação com um rapaz menor de idade, morador em Alfragide, tendo aí sido visto por diversas vezes na sua companhia.



Durante algum tempo fez deslocações no seu veículo desportivo (de marca Mazda) a esta localidade para o buscar e levar até que foi expulso à pedrada por um grupo de amigos revoltados com a situação do suposto abuso sexual de uma criança (jovem menor).”



A equipa de investigação diz que tentou contactar com Carlos Fragoeiro, mas que não conseguiu qualquer resposta até ao dia 24 de Junho de 2003, pelo que apensou (anexou) a denúncia.



A CÉLEBRE CARTA ANÓNIMA DEIXADA NO PROCESSO

Mas as referências a Paulo Portas também surgem no próprio processo, ou seja, sem estarem em apensos. É o caso de uma denúncia constante Volume 08, folha 1536, dirigida ao juiz Rui Teixeira, a célebre carta anónima que ninguém soube explicar porque motivo não foi colocada no referido APENSO A (esta sim anónima, ao contrário das supracitadas): “Serve o presente para informar V. Exª. Tudo e de todas as pessoas que se encontram envolvidas no caso de pedofilia da Casa Pia de Lisboa:

Dr. EURICO DE MELO;

PAULO PORTAS;

ANTÓNIO VITORINO;

MOTA AMARAL e

ISALTINO DE MORAIS,

este com mulheres, filhos, rapazes e raparigas novas vindas do bairro da Pedreira dos Húngaros, no Alto de Algés, presentemente demolido, em verdadeiras orgias e bacanais, num apartamento de 4 ou 5 divisões, não me recordo já bem, na Rua das Piscinas, nº 5-6º Esquerdo, em Miraflores-Algés, pois este apartamento foi oferecido pelo construtor daquele bloco de apartamentos a um funcionário da Câmara de Oeiras, que se chama Ramos Luís. Pois eu estive lá, onde não faltava a boa comida e bebida, onde comíamos, bebíamos e dançávamos todos nus e fod***** livremente com quem quiséssemos.

Dr. BAGÃO FELIX;

PAULO PORTAS;

JORGE SAMPAIO;

LEONOR BELEZA;

LEONOR COUTINHO;

HELENA ROSETA;

MACÁRIO CORREIA;

MARQUES MENDES e outros, num apartamento de 10 assoalhadas, sito na Avª. da República, 28-4º andar, em Lisboa (…). OS carros que transportavam miúdos do Jardim de Belém, do Campo Grande, da Praça da Figueira eram o Jaguar do PAULO PORTAS e o Rolls Roice da Presidência da República.”



A carta que pelos vistos alguém desejou que fosse pública ao mantê-la no processo, vai mais longe, fazendo descrições pormenorizadas dos “dotes” orais de Leonor Beleza. Simplesmente de “estalo” esta denúncia.



A MEIA-IRMÃ DE CARLOS SILVINO

E que dizer do depoimento prestado por Isabel Maria Raposo, a dita meia-irmã de Carlos Silvino, constante do Volume 09? Atente-se: “(…) recebeu três chamadas telefónicas. Uma era de uma pessoa que não se quis identificar, outra era de um tal

LUÍS SARMENTO e outra de um

PAULO… cujo apelido não recorda. Nestas chamadas as pessoas referiram á depoente que tinham provas, papéis e fotografias, que envolviam figuras altas do país. Entre esses nomes consegue recordar de: VALENTE DE OLIVEIRA,

MARTINS DA CRUZ,

PAULO PORTAS,

TERESA MACEDO,

MALDONADO GONELHA,

ADELINO SALVADO,

PEDRO ROSETA,

DIAS LOUREIRO e os irmãos destes últimos. Mais referiram que havia pessoas da OPUS DEI E BISPOS envolvidos neste caso e que, portanto, não era só o Carlos que estaria nisto e que estavam do lado dele e que ele não devia pagar por todos. Mais referiram que o Carlos era o que tinha menos importância no meio disto tudo e que, caso as coisas não corressem bem, estes nomes iriam ser publicados. Mais tarde a meia-irmã de Silvino enviou uma lista à procuradora Paulo Soares com uma lista onde constavam estes nomes. Curiosa não deixa de ser a afirmação de Carlos Silvino: “Quando um dos inspectores me mostrou a fotografia do Paulo Portas para ver se eu o identificava o inspector Dias André disse logo: ‘Esse não interessa, esse já toda a gente sabe que é maricas!…’”



Ainda antes dos arguido terem sido detidos houve uma busca ao lar do Francisco Guerra onde foram apreendidos/entregues vários documentos que ele tinha na sua posse. Esses documentos não aparecem no processo só emergindo já em julgamento. Quando confrontado, o ex-motorista e responsável pela investigação Dias André entregou uma série de papéis do Francisco Guerra que supostamente este lhe tinha entregado “a título pessoal”. Ora nesses papéis consta uma "lista de clientes" onde aparecem os nomes de: PEDRO NAMORA E PAULO PORTAS, entre outros.



ESTAS DENÚNCIAS E INSINUAÇÕES VALEM O QUE VALEM, OU SEJA ZERO.













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