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sexta-feira, 3 de maio de 2013

De Abril a Novembro de 1974, em Portugal!


Era
Pelo pão,
Pela paz,
Pela terra,
Pela liberdade e
Pela independência nacional.


Algumas palavras de ordem
Cantadas na revolução
Pela malta mais jovem,
No Abril em Portugal.


A gente, agora adulta, jovens naquele momento,
Ou não pensam no acontecimento,
Ou recordam muito mal,
O seu próprio comportamento.
O comportamento de tal geração;
Geração obrigada a pensar
E fazer o que dantes era proibido.


Da epopeia renascentista,
Da alma de heróis marinheiros
Que tanto orgulha Portugal,
Os jovens sentiram-se herdeiros
E, começaram,
Com igual coragem,
A ter sonhos,
A ter utopias,
A ter o seu próprio ideal.
Sabendo que a chama da revolução,
Era já coincidência racional,
Não podiam,
Nem deviam,
Ao tentar mudar esta nação,
Confundir os oportunistas, que mentiam,
Parando de novo, o povo de Portugal.


Camões, Mendes Pinto, Pessoa
E muitos heróis, sem nome,
Mas conhecidos, mereciam
Que o país não andasse tão incerto:


Com a grande burguesia em fuga,
Com as velhas políticas á toa
Seria o militante jovem, político esboçado
A fazer, como sabia,
O despertar dos sentidos dum povo


Cheio de promessas, mas enteado
Como dantes, de Portugal,
E, de novo,
Sem pão,
Sem paz,
Sem terra,
Sem liberdade,
Sem independência nacional.


Os jovens da vanguarda são poucos
Iludindo o caminho certo.
Vão andando, andando...
Em multidões primeiro,
Andando, depois como loucos,
Falando para o deserto,
Muitas vezes isolados.


Os cobardes, esses recrutavam,
Agentes entre nós!!!
Sem alma
Nem coração
O nosso inferno era o seu céu
Quando pior, melhor, pensavam.
E assim aconteceu.


Os jovens daquela época,
Não eras tu,
Não era ele,
Não era eu.
Não, não era ninguém,
E... alguma coisa aconteceu?

Apenas esta mágoa,
Digo eu !!!



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