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terça-feira, 4 de setembro de 2012

Romper a opressão do poder ocidental

Já é  tempo de os EUA cessarem de desempenhar o papel de guia, pensando e tomando  decisões para outros países. Como um primeiro passo, os estados membro do  Movimento dos Não Alinhados (MNA) deveriam fazer esforços para libertar o  Conselho de Segurança da ONU do seu cativeiro servil aos EUA e seus aliados. 
Apesar da deliberada desatenção do ocidente e do desprezo para com a  Cimeira do Movimento dos Não Alinhados, em Teerão, não se pode negar o facto de  que o evento provocou extremo desgosto em Washington e Israel e que o diálogo  entre civilizações para alcançar a paz global ainda é uma poderosa  factibilidade.
Exactamente na véspera da inauguração da cimeira do MNA,  o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu manifestou o seu cinismo  típico e condenou o comparecimento de representantes de alto nível de mais de  120 países ao evento dizendo que este era "uma mancha sobre a humanidade". A  causa da raiva desesperada de Netanyahu é contudo bem perceptível.
A 16ª  Cimeira do MNA que foi oficialmente encerrada em Teerão na sexta-feira acabou  com uma resolução que incluía mais de 700 cláusulas. A resolução final que foi  lida pelo presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad manifestou apoio ao programa de  energia nuclear do Irão, rejeitou as sanções unilaterais dos EUA contra a  República Islâmica e apelou a maiores esforços para defender a causa palestina e  cessar a discriminação racial por todo o mundo.
A cimeira do MNA tratou  um certo número de questões espinhosas que o ocidente deturpa, tal como o  programa de energia nuclear do Irão, ou menospreza, tal como a questão palestina  e os não autorizados ataques com drones dos EUA que ceifaram as vidas de muitos  civis no Paquistão, Afeganistão, Somália e Iémen.
Foi uma oportunidade  para os participantes que já têm seus países agarrados pelo pescoço manifestarem  as suas queixas. O ministro dos Estrangeiros paquistanês, Hina Rabbani Khar,  exprimiu a preocupação do seu país para com os ataques ilegais de drones no  Paquistão e instou Washington a por um fim imediato à sua máquina da morte no  Paquistão.
"A posição do Paquistão é clara hoje e tem sido clara no  passada. Nossa posição é que isto é algo contra-producente. É ilegítimo. É  ilegal e portanto deve cessar. Foi isto que o parlamento do Paquistão declarou  claramente", disse Rabbani Khar na quarta-feira.
Entretanto, central à  cimeira foi o vigoroso discurso do  Aiatola Seyyen Ali Khamenei , o líder a Revolução Islâmica que reiterou  claramente a posição oficial da República Islâmica sobre algumas questões chave,  incluindo armas nucleares, e clarificou que o Irão nunca pretendeu produzi-las,  nunca avançará num caminho tão horrendo e que a execução, utilização e produção  de tais armas é um pecado imperdoável. A sua análise profunda da política  paradoxal de Washington merece a devida atenção. Apontando para "uma amarga  ironia da nossa era", o Aiatola Khamenei reforçou o facto de que o governo dos  EUA "possui a maior e mais mortal acumulação de armas nucleares e outras armas  de destruição em massa, e o único país culpado pela sua utilização, está hoje  ansioso por conduzir a bandeira de oposição à proliferação nuclear" e que o  mesmo regime armou o regime usurpador sionista com armas nucleares e criou uma  grande ameaça para esta região sensível".
De facto, Washington e Tel  Aviv estão a jogar nas mãos do diabo nos seus esforços para dividir nações e  colonizar seus países pela criação de "inimigos globais" e brutalmente mobilizar  outros contra eles.
Em relação a isso, a Cimeira MNA pode desempenhar um  papel vital desviando o papel destrutivo do governo dos EUA e outras potências  ameaçadoras ao avançar com suas agendas globalistas para um papel construtivo  sob a égide dos membros do MNA. Reagindo aos efeitos de uma cimeira com  significado tão substancial, os media ocidentais censuraram a venda e  coibiram-se de relatar os factos, o que de um modo ou de outro mostrou a sua  agenda oculta. O blackout dos media no ocidente em relação à Cimeira de Teerão é  o equivalente ao blackout da verdade e da fidedignidade, um sinal mórbido que  indica claramente que esforços globais para alcançar a paz e a harmonia são  afinal de contas empurrados para o abismo do fracasso. A fim de destruir o  poderio da máfia dos media, o responsável da Islamic Republic of Iran  Broadcasting (IRIB), Ezzatollah Zarghami, sugeriu que o Movimento dos Não  Alinhados estabelecesse um bloco alternativo de media. Tal iniciativa é na  verdade louvável e deve ser considerada um meio eficaz para contrabalançar a  cegueira enviesada dos media.
Com plena convicção, pode-se tristemente  dizer que há mãos sabotadoras em acção para frustrar os esforços na luta pela  paz global à luz de uma liderança unida. O que realmente deveria ser prioridade  em futura cimeira do MNA é formular uma abordagem efectiva para resolver a crise  global e lutar para conseguir um consenso internacional para reduzir a  influência política de Washington e a sua auto-proclamada liderança ditatorial.  Já é tempo de os EUA cessarem de desempenhar o papel de guru e de pensarem e  tomarem decisões para outros países. Como primeiro passo, os estados membro do  MNA deveria fazer esforços para libertar o Conselho de Segurança da ONU do seu  cativeiro servil aos EUA e seus aliados.
Uma nova ordem mundial está a  tomar forma. Nesta nova ordem mundial, o imperialismo começa a esvair-se e a  ideia de crescentes expedições militares sob a bandeira de combater ao  terrorismo ou ditar a democracia ocidental em breve evaporar-se-á. Esta ideia  pode estar a grande distância da realidade mas não é uma impossibilidade. Ela  pode ser transformada em realidade graças ao poder emanado dos esforços  colectivos de todas as nações. É exactamente isto que o ocidente conduzido pelos  EUA mais teme e o que o mundo mais precisa: uma vontade unida de nações a  impor-se claramente face à injustiça e de acordo com o direito.

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