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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mãezinha:



- Mãezinha: o tio Joaquim que acaba de sair. Toda a gente me pergunta, quem é o seu pai! Não há ninguém que saiba?

- Haver há, quem diga não! É uma história de amor curiosa, diferente das outras e garanto-te Zé, que depois do teu paizinho, vier para dentro do balcão, depois do jantar, terá direito a esse segredo. Confio em ti!

Seis horas mais tarde, conheça a escurecer e, de mansinho era noite escura.

- Senta aqui, ao meu lado Zé, e ouve com atenção! Até nascer o teu amigo Joaquim, a senhora Adelaide da Colina, desde sempre catequista, tinha um amante! Não rias, porque hás-de saber, todas as mulheres normais são iguais, ou muito, muito parecidas. Bom, como estava dizendo, todas as noites, a Adelaide enfiava um lindo vestido de noiva e, isto é só para ti, dormia com o padre da freguesia! É verdade, o padre sei que o conheces e não gostas dele, porém, só o Céu de Dante o tira desta paróquia.

- Mas, Mãezinha, como a senhora Adelaide passava por monstruosos e sinistros montes para lá chegar?

- É amaldiçoada, agora! Antes de uma linda noiva, tipo aparição lá passar não! Fui eu e a tua tia Micas que, servimos de parteira e cuidamos de uma inexperiente mãe, o seu filho. O Joaquim, comia com tu, aquilo que ambas lhe levávamos. Ao fim de alguns meses, apesar de avisada, levou o bebé ao amante! Já não fazia o papel de noiva, sua vaidade estava naquela criança. Ela fui esconjurada pelo padre, assim, como o bosque por onde passava. O padre tem uma nova amante, penso que não conhece o Joaquim, nem o Joaquim a ele, felizmente!



   

                                                                            Picasso

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