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sábado, 2 de agosto de 2014

“CHARAMBA"




“CHARAMBA
Defronte de mim existe
toda a glória do meu bem:
a quem a minh'alma adora
e o meu amor também.

O cantar à meia noite
é um cantar excelente:
acorda quem está dormindo,
alegra quem está doente.

A viola sem a prima
é como a filha sem pai:
cada corda seu suspiro,
cada suspiro seu ai.

Senhor mestre da viola,
dizei se quereis ou não
que eu cante uma cantiga
ao toque da vossa mão.

Cante lé uma cantiga,
deixe ouvir a sua voz;
ou diga lá um segredo,
que fique aqui entre nós.

Ai! quando eu aqui cheguei
esqueceu-me a cortezia;
agora, que estou cá dentro,
viva toda a bizarria.

Cantai, menino, cantai;
se não cantais canto eu.
Eu não posso estar calada,
foi dote que Deus me deu.”



Defronte de mim existe
toda a glória do meu bem:
a quem a minh'alma adora
e o meu amor também.

O cantar à meia noite
é um cantar excelente:
acorda quem está dormindo,
alegra quem está doente.

A viola sem a prima
é como a filha sem pai:
cada corda seu suspiro,
cada suspiro seu ai.

Senhor mestre da viola,
dizei se quereis ou não
que eu cante uma cantiga
ao toque da vossa mão.

Cante lé uma cantiga,
deixe ouvir a sua voz;
ou diga lá um segredo,
que fique aqui entre nós.

Ai! quando eu aqui cheguei
esqueceu-me a cortezia;
agora, que estou cá dentro,
viva toda a bizarria.

Cantai, menino, cantai;
se não cantais canto eu.
Eu não posso estar calada,
foi dote que Deus me deu

                                                                          Matisse

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