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domingo, 10 de novembro de 2013

Fernando Pessoa.


(…) Puxou fumo, fez uma leve pausa, recomeçou.

- Ora aqui, meu amigo, pus a minha lucidez em acção. Trabalhar para o futuro, está bem, pensei eu, trabalhar para os outros terem liberdade, está certo. Mas então eu? Eu não sou ninguém? Se fosse cristão, trabalhava alegremente pelo futuro dos outros, porque lá tinha a minha recompensa no céu; mas também, se eu fosse cristão, não era anarquista, (…)



De, O Banqueiro Anarquista de
(…) Puxou fumo, fez uma leve pausa, recomeçou.
- Ora aqui, meu amigo, pus a minha lucidez em acção. Trabalhar para o futuro, está bem, pensei eu, trabalhar para os outros terem liberdade, está certo. Mas então eu? Eu não sou ninguém? Se fosse cristão, trabalhava alegremente pelo futuro dos outros, porque lá tinha a minha recompensa no céu; mas também, se eu fosse cristão, não era anarquista, (…)
De, O Banqueiro Anarquista de Fernando Pessoa.


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