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quinta-feira, 28 de março de 2013

Andanças...


Mudam-se os anos, mudam-se os meses do ano,

Muda-se a vida, muda a sorte,

Muda-se a vontade e o engano,

Muda-se esta vida para a morte!

Nas mudanças tempestuosas

Também se muda a tempestade em bonança.

Nascem crianças, florescem rosas,

Murcham rosas, vivem jovens na esperança,

De ver num ano, num mês, num dia, numa hora,

A hora de trocar o destino,

Que apesar de tanta demora...

 

Sim! Sou eu que não atino!

No meu mundo de ventura,

Os olhos de felicidade

Espreitam com receio

O andar da minha idade;

Enquanto o sol que todos os dias raiava,

E a noite que todos os dias o matava,

Pintando de escuro o claro,

Ia-me fazendo já prever que a estrada

Por onde eu guio esta vida,

Não é recta, nem plana,

Tem curvas e mais curvas,

Tem subidas e descidas,

Sem orientação e sem norte,

Tem altos e baixos... e,

Às vezes, tão baixos...

Que por um momento

Digo: maldita a minha sorte!

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